DIMS 2024

CINEMA NA CASA DAS ARTES | ABRIL

CINEMA NA CASA DAS ARTES | ABRIL

O mês de abril traz a importante comemoração dos 50 anos da revolução de abril. A Casa das Artes, em parceria com o Cineclube do Porto, assinala a data com a exibição de filmes proibidos.

A partir de dia 6, serão exibimos filmes proibidos pelo regime do Estado Novo e que só estrearam depois de 74. Nos dias 20 e 27 de abril, a Agência da Curta-Metragem associa-se, com um programa duplo onde é traçado um panorama sobre a forma como o Estado Novo, a guerra colonial e a Revolução de 25 de Abril de 1974 foram sendo retratados pelo cinema português, especificamente no formato da curta-metragem.

Em abril destaque ainda para o aniversário número 79 do Cineclube do Porto, parceiro do Património Cultural, I.P na programação de cinema da Casa das Artes. No dia 13, haverá caça ao tesouro cinéfila nos jardins da Casa das Artes e a exibição do clássico de Karel Zeman, “A Invenção Diabólica”.

Quinta, 4 de abril | 21h30 ( A TEMPO E HORAS)

HOLY SPIDER
Ali Abbasi (DN/AL/FR / 2022 / fic | 116’)

HOLY SPIDER segue a jornalista Rahimi até Mashhad, uma cidade santa iraniana onde um assassino em serie anda a matar prostitutas. Com a aproximação da verdade da descoberta do criminoso, a justiça torna-se cada vez mais difícil de obter já que muitos consideram o assassino um herói.
O filme é baseado na história real de Saeed Hanei, um pedreiro que achava fazer o trabalho de Deus ao assassinar 16 mulheres entre 2000 e 2001. HOLY SPIDER esteve em competição no festival de Cannes 2022 onde Zar Amir Ebrahimi venceu o prémio de melhor atriz, tornando-se a primeira iraniana a receber o galardão.

Sábado, 6 de abril | 18h00[ GOLPE DE MESTRE]

AS LÁGRIMAS AMARGAS DE PETRA VON KANT
Rainer Werner Fassbinder (RFA | 1972 | FIC | 124’)

Um exercício brilhante sobre a dinâmica do poder e da submissão nas relações e uma das tentativas mais bem sucedidas de Fassbinder de apresentar uma peça de teatro, também da sua autoria, no cinema. A história gira em torno de Petra von Kant (Margit Carstensen), uma estilista bem sucedida que vive fechada no seu apartamento com a sua assistente Marlene (Irm Hermann). Entre as suas criações e as suas memórias, Petra vive isolada no seu mundo. Karin Thimm (Hanna Schygulla) é o elemento que falta para a relação claustrofóbica que se vai desenvolver entre as três mulheres. Karin é apresentada por uma amiga a Petra, que se deixa imediatamente fascinar por ela. As duas vão manter uma relação amorosa, que não vai durar muito tempo…

Quinta, 11 de abril | 21h30 [GOLPE DE MESTRE]

VIRIDIANA
Luis Buñuel (ESP/MX | 1961 | FIC |90’)

A noviça Viridiana vai visitar o seu tio e benfeitor, Don Jaime. Don Jaime vive sozinho desde a morte da mulher, ocorrida em plena noite de núpcias. Perturbado pela semelhança entre Viridiana e a falecida mulher, Don Jaime quer mantê-la ao pé de si. Com a cumplicidade da criada Ramona, adormece Viridiana e tenta abusar dela durante o sono. Ao saber disso, Viridiana foge. A caminho do convento, recebe a notícia de que o tio se suicidou, e volta para trás. Decide consagrar a vida aos pobres e aos mendigos, que alberga na quinta de Don Jaime, tornando-se no alvo das ironias de Jorge, filho dele. Um dia os mendigos invadem a casa e um deles tenta violar Viridiana. Considerando-se pouco recompensada pela sua devoção, Viridiana junta-se a Jorge e a Ramona para um jogo de cartas.

Sábado, 13 de abril (ESPECIAL 79º ANIVERSÁRIO do Cineclube do Porto)

16h30 | Caça ao tesouro nos jardins da Casa das Artes

18h00 | A INVENÇÃO DIABÓLICA
Karel Zeman (CH | 1958 | FIC | 78’)

Esta aventura, inspirada em Júlio Verne, centra-se num cientista e na sua máquina do dia do juízo final – e nos piratas que não vão desistir de nada para se apoderarem dela.
Inspirando-se em gravuras de linhas vitorianas, Karel Zeman rodeia os seus atores com cenários animados de uma complexidade e complexidade de cortar a respiração. INVENÇÃO DIABÓLICA tornou-se um dos mais importantes filmes da cinematografia da antiga Checoslováquia e afirmou Karel Zeman como uma grande influência para futuras gerações de realizadores.  

Quinta, 18 de abril | 21h30 

MAMMA ROMA
Pier Paolo Pasolini (IT | 1962 | FIC | 106’)

Um retrato neorrealista de martírio maternal que marca uma transição na filmografia inicial do subversivo Pasolini.
Segundo filme de Pasolini, com argumento original da sua autoria e uma das primeiras obras do cineasta a retratar os marginais da sociedade italiana. A partir da história melodramática de uma prostituta de Roma que tenta dar uma vida digna ao seu filho, Pasolini constrói um filme com uma extraordinária dimensão poética e social, coroado por uma das mais exímias performances de Anna Magnani. Na altura da sua estreia, “Mamma Roma” foi proibido em Portugal, ressurgindo nos circuitos comerciais apenas em 1992.

Sábado, 20 de abril | 18h00 

“25 DE ABRIL EM CURTAS”1(70’)

No ano em que se cumprem 50 anos da revolução de abril, associamo-nos à Agência da Curta-Metragem num programa duplo onde é traçado um panorama sobre a forma como o Estado Novo, a guerra colonial e a Revolução de 25 de Abril de 1974 foram retratados pelo cinema português, especificamente no formato da curta-metragem. Viajamos pelos três gêneros (animação, documentário e ficção) onde é representado o antes, o durante e o depois do 25 de Abril, desde o olhar sobre a resistência e o fascismo até às memórias e aos traumas da guerra colonial.

A NOITE SAIU À RUA de Abi Feijó, ( 1987, ani,4′), MENINA de Simão Cayatte( 2016,fic,15′), ANTES DE AMANHàde Gonçalo Galvão Teles (2007, fic, 16′), A CAÇA REVOLUÇÕES de Margarida Rêgo (2013, ani/exp, 11′),  LUGAR EM PARTE NENHUMA de Bárbara Oliveira e João Rodrigues (2016, ani, 16′), ESTILHAÇOS de José Miguel Ribeiro (2016, ani, 18′)

Sábado, 27 de abril | 18h00

“25 DE ABRIL EM CURTAS”(78’)

No ano em que se cumprem 50 anos da revolução de abril, associamo-nos à Agência da Curta-Metragem num programa duplo onde é traçado um panorama sobre a forma como o Estado Novo, a guerra colonial e a Revolução de 25 de Abril de 1974 foram retratados pelo cinema português, especificamente no formato da curta-metragem. Viajamos pelos três gêneros (animação, documentário e ficção) onde é representado o antes, o durante e o depois do 25 de Abril, desde o olhar sobre a resistência e o fascismo até às memórias e aos traumas da guerra colonial.

 OS SALTEADORES de Abi Feijó (1993, ani, 14′), O CASACO ROSA de Mónica Santos (2022, ani, 8′), 25 DE ABRIL – UMA AVENTURA PARA A DEMOCRACIA de Edgar Pêra ( 2000, doc/exp,16′), PORTO, 1975 de Filipa César (2010, doc/exp, 10′), METÁFORA OU A TRISTEZA VIRADA DO AVESSO de Catarina Vasconcelos (2013, doc, 30′)