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Património Cultural

Exposições Até 15 de janeiro de 2023

Obra Convidada «Autorretrato» de Nicolas Poussin pertencente ao Musée du Louvre | Exposição e Conferência

No âmbito da Temporada Cruzada entre França e Portugal/Saison France-Portugal, o MNAA apresenta uma Obra Convidada «Autorretrato» de Nicolas Poussin pertencente ao Musée du Louvre. 

A pintura ficará em exposição até 15 de janeiro de 2023 na Sala 60 da Galeria de Pintura Europeia do MNAA.

 

Programação paralela

3 novembro | 18h00

Conferência com Nicolas Milovanovic 

Conservador-chefe de pintura fancesa do século XVII do Musée du Louvre

(no âmbtio da cedência do Autorretrato de Nicolas Poussin)

Auditório do MNAA | Entrada pela Rua das Janelas Verdes

Entrada livre, limitada à capacidade da sala 

A mostra está inserida na programação da Temporada Cruzada entre França e Portugal/Saison France-Portugal, iniciativa de diplomacia cultural criada com o objetivo de aprofundar as relações entre os dois países, e que decorre entre fevereiro e outubro de 2022. 

Nicolas Poussin (Les Andelys, 1594 – Roma, 1665) | Autorretrato, 1650 | Inscrição: «Effigies Nicolai Poussini andelyensis pictoris. Anno aetatis. 56. Romae anno jubilei 1650» | Óleo sobre tela | 98 × 74 cm | Paris, Musée du Louvre, inv. 7302 | ©RMN-Grand Palais (musée du Louvre) / Mathieu Rabeau

Nicolas Poussin (1594-1665) pode ser considerado como o maior pintor francês, embora tenha passado quase quarenta anos em Roma, onde se instalou em 1624, aos 30 anos. A cidade papal tinha então um meio artístico muito competitivo, onde os melhores pintores de toda a Europa vinham fazer a sua formação. Chamado por Luís XIII e pelo cardeal de Richelieu para ocupar o lugar de Primeiro pintor do rei, Poussin

passou dois anos em Paris, entre 1640 e 1642. Em 1642, desgostado com o ambiente de intrigas da corte e preferindo a produção de quadros de pequeno formato, de subtil poesia e grande profundidade filosófica, voltou para Roma, onde permaneceu até à sua morte, em 1665.

Em 1647, um dos seus mais próximos amigos, Paul Fréart de Chantelou pediu-lhe um autorretrato como testemunho de uma amizade fiel. O artista hesitou porque não gostava de pintar retratos, mas decidiu aceitar. Nesta obra, Poussin representa-se de uma forma austera, de expressão severa, com a mão pousada sobre um maço de papel, em alusão às cartas trocadas com Chantelou. No anelar da mão esquerda exibe um anel com um diamante de forma piramidal, um símbolo estóico de força e constância. O artista sublinha assim a sua firmeza de alma e a fidelidade a Chantelou, mas, sobretudo, representa-se enquanto pintor.

O Autorretrato é, antes do mais, um testemunho comovente de amizade; e tornou-se, também, a imagem emblemática do génio austero e exigente.

Museu Nacional de Arte Antiga

Criado em 1884, o MNAA - Museu Nacional de Arte Antiga alberga a mais relevante coleção pública do país: pintura, escultura, artes decorativas – portuguesas, europeias e da Expansão –, desde a Idade Média até ao século XIX, incluindo o maior número de obras classificadas como «tesouros nacionais», assim como a maior coleção de mobiliário português. São também de grande relevância no acervo, nos diversos domínios, algumas obras de referência do património artístico mundial, não só na pintura, mas também no âmbito das suas coleções de ourivesaria, cerâmica, têxteis, vidros e ainda desenhos e gravuras.

No acervo do MNAA, destacam-se os Painéis de São Vicente, de Nuno Gonçalves, obra-prima da pintura europeia do século XV, a Custódia de Belém, de Gil Vicente, mandada lavrar por D. Manuel I e datada de 1506, os Biombos Namban, do final do século XVI, registando a presença dos portugueses no Japão, Tentações de Santo Antão, de Bosch, exemplo máximo da pintura flamenga do início do século XVI, São Jerónimo, de Dürer, inovadora representação do Santo, e importantes obras de Memling, Rafael, Cranach ou Piero della Francesca. Destaque ainda para a Baixela Germain, um impressionante serviço de mesa do século XVIII, encomendada por D. José I à famosa oficina parisiense de Thomas Germain, o ourives de Luís XV.

Organização:
MNAA/DGPC
Local:
Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa
Referências