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Património Cultural

Exposições Patente até 31 de dezembro

Aguarelas para a Rainha. O Álbum de Düsseldorf oferecido a Dona Estefânia

O Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) e a Fundação Casa de Bragança apresentam uma nova exposição temporária  Aguarelas para a Rainha. O Álbum de Düsseldorf oferecido a Dona Estefânia que estará patente até 31 de dezembro, na Sala dos Passos Perdidos (entrada pela Rua das Janelas Verdes). 

Visita orientada - 1º Domingo do mês, 6 de novembro, 11h30
Destinada a público em geral.
Sem inscrição.
Gratuito.

No século XIX era costume organizarem-se álbuns com composições destinadas a assinalar ocasiões específicas. O conjunto de aguarelas, que será exposto no MNAA, foi reunido como presente comemorativo e oferecido a Estefânia de Hohenzollern-Sigmaringen pelo Prefeito de Düsseldorf quando a princesa deixou a cidade, rumo a Lisboa, para casar-se com o rei D. Pedro V de Portugal.

Eram, originalmente, vinte e cinco aguarelas guardadas numa bela caixa-estojo. Cada aguarela foi executada por um dos principais pintores que trabalhavam na cidade. Mostram diferentes locais, tanto no centro de Düsseldorf como nas cercanias. Há também festividades e representações da vida social dos habitantes da cidade, além de outras mais pessoais, alusivas ao casamento da princesa.

Através do álbum, a futura rainha de Portugal conservava na memória os anos felizes vividos na cidade.

Pertence atualmente ao acervo do Museu-Biblioteca do Paço Ducal de Vila Viçosa, o álbum foi recentemente objeto de um projeto de conservação e estudo pela Fundação Casa de Bragança.

O conjunto de aguarelas foi objeto de uma primeira apresentação pública no Goethe-Museum (Düsseldorf) e é agora apresentada em Portugal, na sala dos Passos Perdidos do MNAA.




Sobre a princesa Estefânia de Hohenzollern-Sigmaringen, rainha de Portugal

Nascida em Sigmaringen, no Castelo de Krauchenwies, a 15 de julho de 1837, D. Estefânia era a filha mais velha de Karl Anton, príncipe de Hollegozern-Sigmaringen, e da princesa Josefina de Baden.
Em 1848, o pai abdicou dos seus direitos ao principado. Em 1852, foi nomeado tenente-general do exército prussiano e comandante da divisão do Reno, indo residir com a família para Düsseldorf e habitando o Palácio de Jägerhof.
A 15 de dezembro de 1857, a princesa foi pedida oficialmente em casamento, com grandes festejos públicos na cidade.
Em fevereiro de 1858, partiu para Berlim onde se celebrou o casamento por procuração, a 29 de abril, na Catedral de Santa Hedviges. Partiu para Lisboa a 3 de maio e nunca mais regressou a Düsseldorf.
O álbum destinava-se a que a futura rainha de Portugal pudesse conservar na memória os anos felizes vividos na cidade. 

Organização:
MNAA/DGPC; Fundação Casa de Bragança
Local:
Sala dos Passos Perdidos, Piso 0, Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa