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Uma Travessia da Colonialidade. Pintura, Coleções e Intervisualidades

<p>As ligações entre Portugal e África, desenvolvidas ao longo de um extenso período, deixaram marcas na textura histórica dos dois lados, decorrentes de um processo de colonização marcado por uma política de assimilação cultural que, no seu período final, contou com o escudo do lusotropicalismo - o qual exalta a plasticidade portuguesa para a criação de sociedades mestiças nos trópicos e negação de racismo. O sistema colonial de dominação espácio-temporal convoca, simultaneamente, representações e práticas que se irão objetivar e sedimentar de forma distinta nos vários campos do pensamento e experiência humana dos quais a arte é parte integrante. O estudo agora apresentado procura traçar um itinerário possível das ligações entre a prática das artes visuais, ideologia colonial, luta anticolonial, resistência cultural e independência, assumindo como núcleo central a obra de artistas plásticos portugueses e angolanos que desenvolveram os seus percursos nos dois territórios. São visíveis, na plasticidade dos discursos e poéticas artísticas individuais os contornos de uma colonialidade visual, amplamente difundida pela propaganda do Estado Novo, a partir da década de 1930, que, atravessando transversalmente os momentos de afirmação, contestação e rutura com o colonialismo (enquanto sistema político-administrativo) serve de plano de reflexão capaz de articular arte, política e história. A obra de um conjunto de artistas portugueses e angolanos reflete, finalmente, diferentes posicionamentos face às ligações de natureza colonial e possibilita problematizar a relação entre estética, ideologia e história, descrevendo vias de adesão, contestação ou desmontagem, evidenciando, simultaneamente, descontinuidades e continuidades entre passado e presente.</p>

As ligações entre Portugal e África, desenvolvidas ao longo de um extenso período, deixaram marcas na textura histórica dos dois lados, decorrentes de um processo de colonização marcado por uma política de assimilação cultural que, no seu período final, contou com o escudo do lusotropicalismo - o qual exalta a plasticidade portuguesa para a criação de sociedades mestiças nos trópicos e negação de racismo. O sistema colonial de dominação espácio-temporal convoca, simultaneamente, representações e práticas que se irão objetivar e sedimentar de forma distinta nos vários campos do pensamento e experiência humana dos quais a arte é parte integrante. O estudo agora apresentado procura traçar um itinerário possível das ligações entre a prática das artes visuais, ideologia colonial, luta anticolonial, resistência cultural e independência, assumindo como núcleo central a obra de artistas plásticos portugueses e angolanos que desenvolveram os seus percursos nos dois territórios. São visíveis, na plasticidade dos discursos e poéticas artísticas individuais os contornos de uma colonialidade visual, amplamente difundida pela propaganda do Estado Novo, a partir da década de 1930, que, atravessando transversalmente os momentos de afirmação, contestação e rutura com o colonialismo (enquanto sistema político-administrativo) serve de plano de reflexão capaz de articular arte, política e história. A obra de um conjunto de artistas portugueses e angolanos reflete, finalmente, diferentes posicionamentos face às ligações de natureza colonial e possibilita problematizar a relação entre estética, ideologia e história, descrevendo vias de adesão, contestação ou desmontagem, evidenciando, simultaneamente, descontinuidades e continuidades entre passado e presente.

Referência: IPPBLIV20026401

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19,61€

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