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Revista Monumentos nº 34

<p class="MsoNormal"><a href="http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SitePageContents.aspx?id=908f8e3e-4609-46c8-8c7a-bc5931613e15" target="_blank">Resumos dos artigos</a></p>
<p class="MsoNormal">EDITORIAL do nº 34 da revista MONUMENTOS</p>
<p class="MsoNormal">Passadas apenas algumas semanas sobre o lançamento, em Guimarães, da edição impressa do número 33 da revista Monumentos, apresentamos agora o número dedicado ao Património de Origem Portuguesa na Europa. É um momento de grande satisfação porque assinala a consolidação do nosso objetivo de manter este importante projeto editorial dedicado ao património arquitetónico, continuando a sua publicação em papel. Acresce que, por termos tido o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, no âmbito da sua política de apoio à edição digital, este número da Monumentos será posteriormente disponibilizado nesse formato e divulgado através das plataformas da Direção-Geral do Património Cultural e do site Património de Influência Portuguesa, da responsabilidade da Fundação Calouste Gulbenkian, ficando assim disponível para consulta e download de todos os interessados.</p>
<p class="MsoNormal">Mais do que destacar a importância dos conteúdos da presenta edição – como sempre resultado de investigação recente e de grande qualidade sobre temas relevantes do património construído –, gostaria de partilhar com todos os leitores alguns trechos da intervenção do Prof. Arquiteto Alexandre Alves Costa na cerimónia de apresentação da revista dedicada a Guimarães, realizada em 25 de novembro de 2016. Na ocasião, este Mestre e Amigo fez uma resenha da evolução da revista que, neste momento de viragem e consolidação do projeto me parece, mais do que tudo, ser de reter para memória futura.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Paula Araújo da Silva</strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Diretora-Geral do Património Cultural</strong></p>
<p class="MsoNormal"> </p>
<p class="MsoNormal">(…) Neste momento tão especial, não resisto em vos dizer que tenho a honra de ter acompanhado esta publicação desde o seu primeiro número. Mais do que honra poderia falar-vos do prazer que fui tendo ao longo destes anos e do enriquecimento pessoal que constituiu para mim o privilégio de ter trabalhado em equipa com as maravilhosas personalidades que foram constituindo o seu Conselho Editorial e a quem me apetece endereçar as minhas mais amigáveis saudações.</p>
<p class="MsoNormal">O número 1 da revista Monumentos é de setembro de 1994. Era, na altura, uma publicação, semestral, editada pela Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), pensada como uma espécie de continuadora, embora remodelada, dos antigos Boletins. O que, na matriz da revista, se denominou Dossiê e que correspondia ao tema central da revista, era, obrigatoriamente, centrado numa obra da DGEMN. Foi, pois, concebida como o órgão oficial daquela instituição e daí a sua designação Monumentos, nome, talvez, um pouco desajustado aos novos conteúdos, mas que queremos, obviamente, manter (...).</p>
<p class="MsoNormal">São Vicente de Fora, São Gonçalo de Amarante, Palácio de Belém, Fortaleza do Monte Brasil e Igreja de São João Baptista, Paço Ducal de Vila Viçosa, e Palácio Fronteira foram os seus temas até ao número 8 dedicado à Universidade de Coimbra que, pela primeira vez, rompe com uma certa ortodoxia da matriz compositiva da revista, que estávamos a seguir. O Dossiê deste número estimulou-nos a abordar uma multiplicidade de assuntos que poderiam e deveriam abranger um vasto campo de análise crítica da cidade às artes decorativas. Deveria ser tão vasto como a própria Universidade e a sua relação com a cidade e a sua produção cultural. Este exemplar, marcado pela saída de Paulo Pereira do Conselho Editorial e pela entrada de Horta Correia, foi um êxito de vendas tendo-se esgotado com alguma celeridade. Ficou a experiência que dele decorreu, cuja marca nunca mais abandonou as nossas intenções, mesmo continuando a abordar temas de edifícios intervencionados, [desde]o Mosteiro da Serra do Pilar às Muralhas eCentro Histórico de Valença que, dada a sua excelência, nos deu ânimo para defender a pertinência, diria a necessidade de uma abordagem dos espaços urbanos, estudando e aprofundando, na maior parte das vezes de forma inovadora, a sua evolução histórica. Foram abertas, assim, as portas aos investigadores desta área e à publicação de trabalhos já realizados e não publicados, ou objeto de encomenda específica.</p>
<p class="MsoNormal">Seguiu-se a Sé de Viseu e Envolvente, número 13 e o Paço Episcopal do Porto e Envolvente, número 14. De notar o aparecimento da Envolvente como tema complementar obrigatório, nunca mais deixando de ser, o estudo da cidade, a base para o entendimento do edifício singular. Gostaria de chamar a vossa atenção para o facto, revestido de alguma originalidade, em revistas desta natureza e que tentamos, nem sempre facilmente, concretizar, de interpelar os novos patrimónios que constituem algumas obras da nossa contemporaneidade (...). O Conselho Editorial foi reforçado pela entrada de Lúcia Rosas e Rafael Moreira e, mais tarde, por Raquel Henriques da Silva.</p>
<p class="MsoNormal"> [Em 2004], o número 21 constituiu um glorioso número “duplo” sobre a Baixa Pombalina. Habituámo-nos a uma cada vez maior abrangência temática, tendo como ponto de partida, a análise histórica da evolução urbana. E assim fomos de Viana do Castelo até Coimbra, da Rua da Sofia à Baixa que veio a constituir uma importante peça integrante do dossiê da proposta de elevação da Universidade de Coimbra a Património Mundial.</p>
<p class="MsoNormal">Percebemos que era possível procurar apoios fora da instituição como aconteceu com Silves, Faro e Coimbra. E avançámos para o Centro Histórico de Évora no número 26 (...). Ainda se publicou o número 27 dedicado a Vila Viçosa[ainda] sob a direção de Margarida Alçada, tendo-se verificado alterações de fundo a partir do número 28, Elvas, Cidade e Envolvente(…). O núcleo duro do Conselho Editorial conseguiu manter o carácter e o nível da revista no número seguinte dedicado à Covilhã, a Cidade-Fábrica, menos em Vila Real de Santo António, a Cidade Ideal, mas, de novo, sem problemas em Cascais e em Bragança.</p>
<p class="MsoNormal">Estávamos em dezembro de 2011 [quando a publicação foi suspensa]. Nesta altura já o Conselho Editorial e a redação da revista trabalhavam intensamente no sentido de publicar um número sobre Guimarães, a partir de um protocolo negociado com a Fundação Cidade de Guimarães/Capital Europeia da Cultura através dos bons ofícios do seu presidente João Serra (...).</p>
<p class="MsoNormal">O projeto Guimarães foi retomado em finais de 2012 e publicado em formato digital em abril de 2013. Entretanto, fingindo que acreditávamos que a revista iria ter continuidade iniciámos a montagem do número seguinte, o 34. Foi nessa fase de fingimento que eu decidi solidarizar-me com a generosidade dos meus companheiros e voltar a integrar o Conselho Editorial, do qual me tinha demitido por discordar da edição digital. Já conhecem o final feliz que teve esta história e aqui estamos, satisfeitos e vingados, a lançar o número 33 da revista Monumentos no seu formato fundacional (...). Aproveito a oportunidade para referir que já se encontra no prelo o número 34 da Monumentos que, felizmente, digo eu agora, foi sendo elaborado na nossa fase do “faz de conta”. E mais, com este número pronto, já iniciamos o trabalho editorial para o número 35 que será dedicado ao Convento de Mafra e cujo lançamento será certamente feito em 2017, se Deus nos der vida e saúde, como diz o nosso povo (...).</p>
<p class="MsoNormal"> </p>
<p class="MsoNormal"><strong>Alexandre Alves Costa</strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Conselho Editorial</strong></p>
<p class="MsoNormal">Guimarães, 25 de novembro de 2016</p>
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<p></p>
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Resumos dos artigos

EDITORIAL do nº 34 da revista MONUMENTOS

Passadas apenas algumas semanas sobre o lançamento, em Guimarães, da edição impressa do número 33 da revista Monumentos, apresentamos agora o número dedicado ao Património de Origem Portuguesa na Europa. É um momento de grande satisfação porque assinala a consolidação do nosso objetivo de manter este importante projeto editorial dedicado ao património arquitetónico, continuando a sua publicação em papel. Acresce que, por termos tido o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, no âmbito da sua política de apoio à edição digital, este número da Monumentos será posteriormente disponibilizado nesse formato e divulgado através das plataformas da Direção-Geral do Património Cultural e do site Património de Influência Portuguesa, da responsabilidade da Fundação Calouste Gulbenkian, ficando assim disponível para consulta e download de todos os interessados.

Mais do que destacar a importância dos conteúdos da presenta edição – como sempre resultado de investigação recente e de grande qualidade sobre temas relevantes do património construído –, gostaria de partilhar com todos os leitores alguns trechos da intervenção do Prof. Arquiteto Alexandre Alves Costa na cerimónia de apresentação da revista dedicada a Guimarães, realizada em 25 de novembro de 2016. Na ocasião, este Mestre e Amigo fez uma resenha da evolução da revista que, neste momento de viragem e consolidação do projeto me parece, mais do que tudo, ser de reter para memória futura.

Paula Araújo da Silva

Diretora-Geral do Património Cultural

 

(…) Neste momento tão especial, não resisto em vos dizer que tenho a honra de ter acompanhado esta publicação desde o seu primeiro número. Mais do que honra poderia falar-vos do prazer que fui tendo ao longo destes anos e do enriquecimento pessoal que constituiu para mim o privilégio de ter trabalhado em equipa com as maravilhosas personalidades que foram constituindo o seu Conselho Editorial e a quem me apetece endereçar as minhas mais amigáveis saudações.

O número 1 da revista Monumentos é de setembro de 1994. Era, na altura, uma publicação, semestral, editada pela Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), pensada como uma espécie de continuadora, embora remodelada, dos antigos Boletins. O que, na matriz da revista, se denominou Dossiê e que correspondia ao tema central da revista, era, obrigatoriamente, centrado numa obra da DGEMN. Foi, pois, concebida como o órgão oficial daquela instituição e daí a sua designação Monumentos, nome, talvez, um pouco desajustado aos novos conteúdos, mas que queremos, obviamente, manter (...).

São Vicente de Fora, São Gonçalo de Amarante, Palácio de Belém, Fortaleza do Monte Brasil e Igreja de São João Baptista, Paço Ducal de Vila Viçosa, e Palácio Fronteira foram os seus temas até ao número 8 dedicado à Universidade de Coimbra que, pela primeira vez, rompe com uma certa ortodoxia da matriz compositiva da revista, que estávamos a seguir. O Dossiê deste número estimulou-nos a abordar uma multiplicidade de assuntos que poderiam e deveriam abranger um vasto campo de análise crítica da cidade às artes decorativas. Deveria ser tão vasto como a própria Universidade e a sua relação com a cidade e a sua produção cultural. Este exemplar, marcado pela saída de Paulo Pereira do Conselho Editorial e pela entrada de Horta Correia, foi um êxito de vendas tendo-se esgotado com alguma celeridade. Ficou a experiência que dele decorreu, cuja marca nunca mais abandonou as nossas intenções, mesmo continuando a abordar temas de edifícios intervencionados, [desde]o Mosteiro da Serra do Pilar às Muralhas eCentro Histórico de Valença que, dada a sua excelência, nos deu ânimo para defender a pertinência, diria a necessidade de uma abordagem dos espaços urbanos, estudando e aprofundando, na maior parte das vezes de forma inovadora, a sua evolução histórica. Foram abertas, assim, as portas aos investigadores desta área e à publicação de trabalhos já realizados e não publicados, ou objeto de encomenda específica.

Seguiu-se a Sé de Viseu e Envolvente, número 13 e o Paço Episcopal do Porto e Envolvente, número 14. De notar o aparecimento da Envolvente como tema complementar obrigatório, nunca mais deixando de ser, o estudo da cidade, a base para o entendimento do edifício singular. Gostaria de chamar a vossa atenção para o facto, revestido de alguma originalidade, em revistas desta natureza e que tentamos, nem sempre facilmente, concretizar, de interpelar os novos patrimónios que constituem algumas obras da nossa contemporaneidade (...). O Conselho Editorial foi reforçado pela entrada de Lúcia Rosas e Rafael Moreira e, mais tarde, por Raquel Henriques da Silva.

 [Em 2004], o número 21 constituiu um glorioso número “duplo” sobre a Baixa Pombalina. Habituámo-nos a uma cada vez maior abrangência temática, tendo como ponto de partida, a análise histórica da evolução urbana. E assim fomos de Viana do Castelo até Coimbra, da Rua da Sofia à Baixa que veio a constituir uma importante peça integrante do dossiê da proposta de elevação da Universidade de Coimbra a Património Mundial.

Percebemos que era possível procurar apoios fora da instituição como aconteceu com Silves, Faro e Coimbra. E avançámos para o Centro Histórico de Évora no número 26 (...). Ainda se publicou o número 27 dedicado a Vila Viçosa[ainda] sob a direção de Margarida Alçada, tendo-se verificado alterações de fundo a partir do número 28, Elvas, Cidade e Envolvente(…). O núcleo duro do Conselho Editorial conseguiu manter o carácter e o nível da revista no número seguinte dedicado à Covilhã, a Cidade-Fábrica, menos em Vila Real de Santo António, a Cidade Ideal, mas, de novo, sem problemas em Cascais e em Bragança.

Estávamos em dezembro de 2011 [quando a publicação foi suspensa]. Nesta altura já o Conselho Editorial e a redação da revista trabalhavam intensamente no sentido de publicar um número sobre Guimarães, a partir de um protocolo negociado com a Fundação Cidade de Guimarães/Capital Europeia da Cultura através dos bons ofícios do seu presidente João Serra (...).

O projeto Guimarães foi retomado em finais de 2012 e publicado em formato digital em abril de 2013. Entretanto, fingindo que acreditávamos que a revista iria ter continuidade iniciámos a montagem do número seguinte, o 34. Foi nessa fase de fingimento que eu decidi solidarizar-me com a generosidade dos meus companheiros e voltar a integrar o Conselho Editorial, do qual me tinha demitido por discordar da edição digital. Já conhecem o final feliz que teve esta história e aqui estamos, satisfeitos e vingados, a lançar o número 33 da revista Monumentos no seu formato fundacional (...). Aproveito a oportunidade para referir que já se encontra no prelo o número 34 da Monumentos que, felizmente, digo eu agora, foi sendo elaborado na nossa fase do “faz de conta”. E mais, com este número pronto, já iniciamos o trabalho editorial para o número 35 que será dedicado ao Convento de Mafra e cujo lançamento será certamente feito em 2017, se Deus nos der vida e saúde, como diz o nosso povo (...).

 

Alexandre Alves Costa

Conselho Editorial

Guimarães, 25 de novembro de 2016

 

 

 

Referência: IPPBREV16431001

Dimensões:

Peso:

Unitário
Preço
25,00€

Veja também:

Preço Unitário:
12,50€

Ricordo di Venezia

Referência: IPPBLIV15312050

Preço Unitário:
22,50€

Preço Unitário:
7,00€