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O Castro dos Ratinhos (Barragem do Alqueva, Moura). Escavaçôes num povoado proto-histórico do Guadiana, 2004-2007. Suplemento Nº6 de O Arqueólogo Português

<p>Durante a intervenção arqueológica de campo levada a efeito, em 2006, no Castro dos Ratinhos foi encontrado um pequeno tesouro constituído por sete botões em ouro, atribuível à Idade do Ferro Antigo. As condições do achado encontram-se já publicadas (Berrocal-Rangel e Silva, 2007, p. 172-3) e são objecto de análise e interpretação no Capítulo 4. Os botões apresentam dimensões e decorações praticamente idênticas, o que os torna num conjunto homogéneo (fig. 166). São constituídos por um disco, com cerca de 10 mm de diâmetro, que apresenta no anverso, como decoração central, uma calote esférica em relevo obtida por repuxamento a partir do reverso. Esta calote é rodeada por dois ou três círculos concêntricos, também em relevo e obtidos do mesmo modo. Três exemplares apresentam a calote esférica rodeada por dois círculos, enquanto que nos outros quatro botões a calote esférica é de menor diâmetro, mas contornada por um maior número de círculos (três). No anverso observa-se, ainda, que a periferia do disco se encontra sobreposta por um fio de secção rectangular torcido e soldado àquele. O reverso dos botões apresenta uma presilha central (fig. 167.1), a qual parece resultar do aproveitamento de um fragmento do referido fio torcido, o qual foi batido, de tal modo que, na zona mediana de algumas das presilhas ainda se observa a torcedura (fig. 167.2). As extremidades das presilhas foram fortemente batidas, para alargarem em aba, a qual se encontra soldada ao disco no seu reverso.</p>
<p>ISBN 978-972-9257-25-4<br /> Museu Nacional de Arqueologia, 2010</p>

Durante a intervenção arqueológica de campo levada a efeito, em 2006, no Castro dos Ratinhos foi encontrado um pequeno tesouro constituído por sete botões em ouro, atribuível à Idade do Ferro Antigo. As condições do achado encontram-se já publicadas (Berrocal-Rangel e Silva, 2007, p. 172-3) e são objecto de análise e interpretação no Capítulo 4. Os botões apresentam dimensões e decorações praticamente idênticas, o que os torna num conjunto homogéneo (fig. 166). São constituídos por um disco, com cerca de 10 mm de diâmetro, que apresenta no anverso, como decoração central, uma calote esférica em relevo obtida por repuxamento a partir do reverso. Esta calote é rodeada por dois ou três círculos concêntricos, também em relevo e obtidos do mesmo modo. Três exemplares apresentam a calote esférica rodeada por dois círculos, enquanto que nos outros quatro botões a calote esférica é de menor diâmetro, mas contornada por um maior número de círculos (três). No anverso observa-se, ainda, que a periferia do disco se encontra sobreposta por um fio de secção rectangular torcido e soldado àquele. O reverso dos botões apresenta uma presilha central (fig. 167.1), a qual parece resultar do aproveitamento de um fragmento do referido fio torcido, o qual foi batido, de tal modo que, na zona mediana de algumas das presilhas ainda se observa a torcedura (fig. 167.2). As extremidades das presilhas foram fortemente batidas, para alargarem em aba, a qual se encontra soldada ao disco no seu reverso.

ISBN 978-972-9257-25-4
Museu Nacional de Arqueologia, 2010

Referência: IPPBLIV11634801

Dimensões: 469 pp.

Peso:

Unitário
Preço
10,00€

Veja também:

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12,50€

Ricordo di Venezia

Referência: IPPBLIV15312050

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