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Estádio do Dragão - detalhe

Designação

Designação

Estádio do Dragão

Outras Designações / Pesquisas

Estádio do Futebol Clube do Porto

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Porto / Porto / Campanhã

Endereço / Local

-

Proteção

Situação Actual

Procedimento encerrado / arquivado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Despacho de encerramento de 17-02-2006 da Vice-Presidente do IPPAR

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Fundado em 1893, pelo comerciante de vinhos do Porto, António Nicolau de Almeida, e renovado pouco mais de dez anos volvidos, em 1906, por José Monteiro da Costa, ao criar novas modalidades desportistas, o Futebol Club do Porto (FCP) começou por desenvolver a prática do futebol no "Campo da Rainha", até que, já em período republicano, foi dotado, em 1913, de novas instalações desportivas situadas no denominado "Campo da Constituição". Foi, no entanto, necessário esperar mais de trinta anos para que começasse a fruir, no já longínquo ano de 1945, do "Estádio do Lima", precisamente quatro anos antes (1949) de se assistir ao lançamento da primeira pedra do novo "Estádio das Antas", concluído em apenas três anos, tendo sido inaugurado em 28 de Maio de 1952.
Utilizado ao longo de praticamente meio século, o estádio, então fundado, deu lugar, em 2004, a outra edificação erguida no âmbito de um projecto mais alargado de construção de novos estádios especialmente concebidos para a organização do campeonato europeu de futebol, mais vulgarmente conhecido por "Euro 2004", de cujo jogo inaugural foi palco.
Tal como sucedeu com os restantes planeados à época, o risco do novo estádio do FCP foi entregue ao consagrado arquitecto português, natural de Lisboa, em cuja Escola Superior de Belas-artes se formou, Manuel Salgado (1944-), amplamente conhecido pela colaboração, entre outros, em projectos tão referenciais da capital do país, como os traçados para o "Centro Cultural de Belém" e "espaços públicos da Expo'98", pelo primeiro dos quais obteve o prestigiado "Prémio Valmor".
Erguido na zona Oriental do Porto, e inaugurado a 16 de Novembro de 2003, num jogo de carácter particular, entre o FCP e o FC Barcelona, o "Estádio do Dragão" (assim denominado em nome do dragão que figura no emblema do FCP) congrega, num único local, os inúmeros espaços destinados ao desenvolvimento das suas múltiplas modalidades desportivas, a par de um conjunto de novas ofertas de serviços ao público que o procura, assim como da coexistência de zonas dirigidas à habitação e comércio, beneficiados, no seu conjunto, pela localização estratégica de uma estação do metropolitano, com interface ligado ao estádio.
Com capacidade para acolher ca de cinquenta e uma mil pessoas, ao longo das suas bancadas, tanto o relvado quanto a praça circundante permitem a realização de concertos e outras iniciativas de cariz cultural, como exposições ao ar livre e espectáculos de menor dimensão, abrilhantados pela panorâmica privilegiada que detém sobre o rio Douro e a própria cidade que o alberga, a mesma que se observa a partir das diferentes áreas de lazer localizadas no seu interior, onde proliferam espaços ideais para a produção de congressos, conferências, colóquios, seminários, wokshops, etc., da mais variada natureza.
De todo o projecto (composto de sete pisos, quatro dos quais subterrâneos) haverá, contudo, que destacar a zona de cobertura, pois, a par da estrutura metálica, foi integralmente construída com chapa de policarbonato transparente e/ou translúcido, por forma a permitir uma maior penetração da luz no seu interior, ao mesmo tempo que confere um ar menos denso a todo o edifício, transmitindo uma sensação de maior leveza e até transparência das actividades quotidianas nele assinaladas.
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