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Igreja da Misericórdia de Ferreira do Alentejo - detalhe

Designação

Designação

Igreja da Misericórdia de Ferreira do Alentejo

Outras Designações / Pesquisas

Edifício e Igreja da Santa Casa da Misericórdia de Ferreira do Alentejo (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Beja / Ferreira do Alentejo / Ferreira do Alentejo e Canhestros

Endereço / Local

Largo Comendador José de Vilhena
Ferreira do Alentejo

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 510/2014, DR, 2.ª série, n.º 123, de 30-06-2014 (ver Portaria)
Procedimento (indevidamente) prorrogado até 31-12-2011 pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de homologação de 29-05-2003 do Ministro da Cultura
Parecer favorável de 7-05-2003 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 13-01-2003 da DR de Évora para a classificação como IIP
Despacho de abertura de 29-07-2002 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de abertura de 24-07-2002 da DR de Évora

ZEP

Portaria n.º 510/2014, DR, 2.ª série, n.º 123, de 30-06-2014 (sem restrições) (ver Portaria)
Anúncio n.º 104/2013, DR, 2.ª série, n.º 46, de 6-03-2013 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 3-03-2009 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Proposta de 15-12-2008 da DRC do Alentejo

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Não se conhece a data exacta de fundação da irmandade da Misericórdia de Ferreira do Alentejo, embora a documentação indique que D. Manuel confirmou o seu compromisso e respectivos privilégios em 1516 (ESPANCA, 1992). Inicialmente, a irmandade terá aglomerado a confraria medieval do Espírito Santo, absorvendo-lhe "(...) os fins assistenciais originários e a própria ermida (...)", que foi demolida no início do século XX (Idem, ibidem).
O templo da Misericórdia foi fundado na segunda metade do século XVI, sabendo-se que nos anos da provedoria de Manuel Nunes, entre 1595 e 1598, trabalhava-se no presbitério e nos botaréus exteriores, o que indica que o corpo da nave estaria terminado (Idem, ibidem). No entanto, em 1615 as obras não estariam ainda concluídas, e as dependências que correspondiam ao hospital e à casa de despacho foram edificadas somente no século XVIII (Idem, ibidem).
O templo apresenta no frontispício um modelo de gosto regional, aproximando-se da tipologia da arquitectura civil local. Destaca-se o portal manuelino, integrado no centro da fachada, que foi recuperado da antiga Capela do Espírito Santo, quando esta foi demolida em 1910.
O interior, de nave única, é coberto por abóbada de nervuras, que se estende também à cobertura da capela-mor. O espaço apresenta dimensões modestas, e do lado da Epístola foi edificada a tribuna dos mesários.
Na capela-mor foi disposto o retábulo-mor, composto por seis tábuas e executado cerca de 1570 pelo pintor eborense António Nogueira (ESPANCA, 1992; SERRÃO, 2002, p. 231). Esta composição maneirista "(...) revela em traços bem caracterizados a evolução e maturidade do artista na sua actividade bejense (...)" (ESPANCA, 1992).
Catarina Oliveira
GIF/ IPPAR/ 2006

Bibliografia

Título

História da Arte em Portugal - o Renascimento e o Maneirismo

Local

Lisboa

Data

2002

Autor(es)

SERRÃO, Vítor

Título

Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Beja, Vol. XII

Local

Lisboa

Data

1992

Autor(es)

ESPANCA, Túlio