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Património Cultural

Pátio das Areias, na Quinta das Areias - detalhe

Designação

Designação

Pátio das Areias, na Quinta das Areias

Outras Designações / Pesquisas

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Vila Franca de Xira / Castanheira do Ribatejo e Cachoeiras

Endereço / Local

Quinta das Areias
Castanheira do Ribatejo

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

Em 27-12-2005 foi dado conhecimento do despacho à CM de Vila Franca de Xira
Despacho de concordância de 22-11-2005 do presidente do IPPAR, com o consequente encerramento do procedimento de âmbito nacional
Proposta de 18-11-2005 da DR de Lisboa para que se considere que o bem em causa não tem valor patrimonial para uma classificação de âmbito nacional
Despacho n.º 5629/2005, DR, Apêndice n.º 123, 2.ª série, n.º 172, de 7-09-2005 (ver Despacho)
Edital N.º 292/2005 de 2-08-2005 da CM de Vila Franca de Xira
Despacho n.º 17/2005, de 1-08-2005 da presidente da CM de Vila Franca de Xira a determinar a classificação como de IM
Edital N.º 212/2004 de 7-06-2004 da CM de Vila Franca de Xira
Deliberação de 27-05-2004 da AM de Vila Franca de Xira a determinar a abertura do processo de classificação como de IM
Deliberação de 4-02-2004 da CM de Vila Franca de Xira a propor a abertura do processo de classificação como de IM

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
A Quinta das Areias localiza-se em Castanheira do Ribatejo, junto à Estrada Nacional n.º 1, integrando diferentes unidades territoriais com interesse patrimonial e paisagístico. Observa-se, também, que na zona mais a Este, a uma cota mais elevada, a quinta possui ainda um interessante enquadramento natural com uma importante área verde associada, enquanto a Oeste o território apresenta-se densamente ocupado por áreas industriais.
O edifício residencial original apresenta planta em L e dois andares. As alas que abrem para a quadra possuem alçados organizados de forma harmónica, com vãos posicionados em simetria entre si, regularidade que é apenas quebrada na interseção dos dois corpos onde existe uma escadaria de acesso ao piso superior. Na ala Sul, existe uma porta de mais refinado tratamento, com friso ligeiramente saliente e decorada com dentículos. Esta porta dava acesso à capela particular da quinta, dependência de que não restam, na atualidade, quaisquer vestígios. No interior do edifício, o corpo poente destinava-se às dependências privadas da família, apresentando uma maior preocupação arquitetónica e decorativa, sendo a lareira do salão principal disso um bom exemplo, encontrando-se integralmente revestida por azulejos hispano-árabes, cuja proveniência se desconhece.
Ao nível das dependências de apoio às atividades agrícolas, destacam-se o lagar e o picadeiro hoje muito alterados. O primeiro é de planta retangular e de piso único apresentando ainda diversos tanques e reservatórios. O segundo, relativamente mais complexo, tem acesso pelo lagar através de um arco de volta perfeita mas, as múltiplas transformações por que passou ao longo das décadas, não permitem vislumbrar qual seria o desenho original. Para além destes espaços, existia ainda uma vacaria, edifícios de armazenamento e de laboração, bem como os aposentos dos trabalhadores formando, desta forma, um pátio central, o denominado "Pátio das Areias". Entretanto, a parcela da quinta localizada a Norte foi, em 1905, enriquecida com a construção de um palacete revivalista enquadrado por alamedas e jardins de abundante e organizada vegetação hoje transformado em Centro de Eventos.
História
As origens da propriedade remontam ao século XIX (1854) e à figura de António José Pereira Palha, um dos homens mais destacados na exploração agrária e ganadeira das Lezírias. Seu filho, José Pereira Palha Blanco, veio mais tarde a incrementar a produção taurina construindo também os principais edifícios da quinta. No final do século XIX, as parcelas afetas aos trabalhos agrícolas contabilizavam um número impressionante: entre 1000 e 1200 hectares estavam destinados ao cultivo de cereais (trigo, cevada e milho) e legumes, enquanto que 1300 hectares eram de uso exclusivo para o gado. Para além disso, trabalhavam diariamente na propriedade cerca de 100 pessoas e, de forma não fixa, mais de 150, contando-se, entre eles, muitos trabalhadores sazonais oriundos da Beira Baixa.
Em 1924, o Guia de Portugal descreve desta forma o dinamismo e a extensão da propriedade: (...) mais de 1000 hectares de culturas agrícolas e hortícolas, 100 de prados naturais, 370 de terras de pousio e 238 de matas de pinheiros, cedros e eucaliptos. Cria mais de 1800 cabeças de gado, entre bovino, cavalar e lanígreo. Ao longo dos anos foi-se verificando um progressivo abandono das atividades agrícolas, até à sua definitiva extinção já na segunda metade do século XX. Por essa altura já muitas parcelas tinham sido alienadas e, a própria área residencial, havia sido separada em duas áreas distintas.
Paulo Fernandes IGESPAR/2005. Atualizado por Maria Ramalho/DGPC/2016 com apoio de Maria João Martinho/C.M. de Vila Franca de Xira.

Imagens

Bibliografia

Título

Guia de Portugal, Vol. I

Local

-

Data

-

Autor(es)

-

Título

Ribatejo Histórico e Monumental

Local

Lisboa

Data

1938

Autor(es)

CÂNCIO, Francisco

Título

A agricultura do século XIX em algumas quintas da região de Vila Franca de Xira, Cira Boletim Cultural, n.º 8, pp. 173-204

Local

Vila Franca de Xira

Data

1999

Autor(es)

NUNES, Graça Soares

Título

A Extremadura Portugueza, 2 vols.

Local

Lisboa

Data

1908

Autor(es)

PIMENTEL, Alberto