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Complexo rupestre da Quinta da Ponte - detalhe

Designação

Designação

Complexo rupestre da Quinta da Ponte

Outras Designações / Pesquisas

Quinta da Ponte / Gravuras rupestres da Quinta da Ponte / Complexo Rupestre da Quinta da Ponte(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / Mangualde / Espinho

Endereço / Local

-- -
Abadia de Espinho

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

Edital de 7-07-2005 da CM de Mangualde, publicado em 1-08-2005 no jornal Renascimento

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Foi essencialmente graças aos excelentes recursos cinegéticos da região, que o actual concelho de Mangualde foi ocupado por diferentes comunidades humanas desde a Pré-história, documentando-se uma intensa presença durante a denominada "Pré-História Recente", através dos testemunhos megalíticos identificados até ao momento, a par dos exemplares fortificados de altura existentes no seu termo, estes últimos enquadrados na realidade cultural historiograficamente entendida como "castreja", embora a maioria dos vestígios do passado concelhio se reporte essencialmente ao período de domínio romano. Uma realidade perfeitamente compreensível perante a riqueza do amplo planalto beirão, fronteiro à Serra da Estrela, em que o concelho se espraia, com terrenos de grande qualidade agrícola banhados pelas águas dos rios Dão e Mondego.
Refere-se a presente proposta de classificação a um arqueossítio de Arte rupestre implantado junto ao rio S. Pedro, nas proximidades da localidade de Abadia de Espinho, conhecido por "Complexo rupestre da Quinta da Ponte".
Trata-se, na verdade, de um afloramento granítico, cuja superfície foi aproveitada, durante a Idade do Bronze determinada para esta região do actual território português, para a gravação de elementos cruciformes, quadrangulares e circulares, para além das vulgares "covinhas" (bastante difundidas, aliás, em toda a zona norte do país) e de alguns antropomorfos, sobressaindo estes últimos pelo movimento dinâmico que lhes foi conferido mediante a forma como os respectivos membros foram posicionados.
Cronologicamente inseridas na Idade do Bronze, as gravuras poderão ser inseridas no contexto da tipologia do grupo I estabelecida para a Arte rupestre pós-glaciar, genericamente conhecido por Antigo ou Clássico, em face da sua maior perduração temporal e acentuada caracterização da denominada "Arte do Noroeste Peninsular", abrangendo as especificidades formais normalmente atribuídas às gravuras "Galego-atlânticas", cuja distribuição geográfica parece denunciar um predomínio claramente costeiro. E apesar de surgirem neste agrupamento elementos tão diversificados quanto meandros, linhas rectas e curvas e, ainda, zoomorfos, os motivos prevalecentes revelam-se os círculos simples e, sobretudo, concêntricos (Cf. BAPTISTA, A. M.).
[AMartins]

Bibliografia

Título

Arte rupestre pós-glaciária. Esquematismo e abstracção , História da Arte em Portugal

Local

Lisboa

Data

1986

Autor(es)

BAPTISTA, António Martinho

Título

O património arqueológico do concelho de Mangualde, Terras de Azurara e Tavares

Local

Mangualde

Data

1992

Autor(es)

CARVALHO, Pedro Manuel Sobral de, GOMES, Luís Filipe Coutinho