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Casa da Quinta do Pinheiro e 3 hectares - detalhe

Designação

Designação

Casa da Quinta do Pinheiro e 3 hectares

Outras Designações / Pesquisas

Casa da Quinta do Pinheiro(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / Mangualde / Mangualde, Mesquitela e Cunha Alta

Endereço / Local

-- -
Pinheiro de Cima

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

Edital de 9-01-2006 da CM de Mangualde, publicado em 13-01-2006

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

As referências documentais à Quinta do Pinheiro remontam a 1258, quando era seu proprietário João Fernandes de Almeida, mas sabe-se que os terrenos já haviam pertencido a seu pai, Fernão Canelas, também detentor da Quinta de Canelas. Esta família, que ainda hoje detém a posse da Quinta do Pinheiro, e que foi a fundadora da vila de Almeida (designação que João Fernandes passou a utilizar como apelido) conservou, ao longo dos séculos e apesar da ausência de brasão, um estatuto de grande importância no contexto regional.
Sobre a evolução da casas da quinta pouco ou nada se conhece e o edifício habitacional actual é, maioritariamente, uma construção que não deverá recuar a épocas anteriores ao século XIX, nomeadamente a 1881, ano que se encontra numa das varandas a Norte e que documenta a campanha de obras realizada por António Pais d'Almeida. É natural que esta remodelação ou reconstrução tenha integrado estruturas anteriores, e a verdade é que, na zona que se pensa ser mais antiga, existem ainda conversadeiras junto às janelas. Todavia, os elementos identificáveis são muito raros (Processo de Classificação, IPPAR/DRC, Lígia GAMBINI, 2002). Já no século XX a casa foi objecto de novas intervenções.
O edifício pauta-se por uma enorme depuração, com vãos de verga recta e algumas janelas de sacada, destacando-se, no alçado principal, a longa chaminé. No interior, os pavimentos são de madeira, tal como os tectos, em camisa e saia, havendo ainda a realçar as pinturas de marmoreados no vestíbulo, onde se encontram as escadas de acesso ao piso superior.
Ganha especial interesse pelo carácter popular da sua arquitectura o núcleo funcional, disposto em torno de um pátio onde decorriam as actividades agrícolas. É composto pelos alpendres, pelos telheiros, assentes sobre pilares de cantaria, pelas casas e arrecadações, sobradadas. Note-se ainda a existência de um lagar e do estábulo.
Uma última referência aos vestígios mais antigos e que são um túmulo em granito de época medieval, no pátio, a servir de bebedouro durante largo tempo, e uma sepultura antropomórfica escavada na rocha, de época medieval, existente na mata.
Apesar da importância local dos Almeida, a sua casa revela uma imagem de depuração e funcionalidade, acedendo-se ao interior da propriedade através de um portão de verga recta sem qualquer ornamento ou marca de poder e prestígio que encontramos noutras casas senhoriais da época.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Pedatura Lusitana - Nobiliário de Famílias de Portugal

Local

Porto

Data

-

Autor(es)

MORAIS, Cristóvão Alão de

Título

Armorial Lusitano: genealogia e heráldica

Local

Lisboa

Data

1961

Autor(es)

ZÚQUETE, Afonso Eduardo Martins