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Escola Superior de Artes e Design (ESAD) das Caldas da Rainha - detalhe

Designação

Designação

Escola Superior de Artes e Design (ESAD) das Caldas da Rainha

Outras Designações / Pesquisas

Hospital de Santo Isidoro / Escola Superior de Artes e Design (ESAD) das Caldas da Rainha (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Leiria / Caldas da Rainha / Caldas da Rainha - Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório

Endereço / Local

Rua Isidoro Inácio Alves de Carvalho
Caldas da Rainha

Proteção

Situação Actual

Em Vias de Classificação

Categoria de Protecção

Em Vias de Classificação (com Despacho de Abertura)

Cronologia

Proposta de 21-04-2017 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC para a classificação como MIP
Anúncio n.º 7715/2012, DR, 2.ª série, n.º 71, de 10-04-2012 (ver Anúncio)
Procedimento (indevidamente) prorrogado até 31-12-2011 pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de abertura de 24-11-2010 do director do IGESPAR, I.P.
Parecer favorável de 23-11-2010 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de abertura de 14-05-2010 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo
Despacho n.º 72/GP/05 de 29-07-2005 do presidente do IPPAR, para que se estude com carácter de urgência

ZEP

Em 25-07-2017 foi solicitado parecer à CM de Caldas da Rainha, no âmbito do n.º 2 do art.º 41.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, de 23 de outubro (articulação entre a DGPC e a CM), sem qualquer resposta
Proposta de 21-04-2017 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
A Escola Superior de Artes Decorativas (ESAD), da autoria do arquiteto Vítor Figueiredo (1929-2004), situa-se no pinhal envolvente da Escola dos Sargentos do Exército, junto da EN115, na entrada sul da cidade das Caldas da Rainha, implantado numa clareira aí existente, junto do antigo Hospital de Santo Isidoro, cuja ruína foi recuperada e integrada no projeto da ESAD.
O partido arquitetónico organiza-se em dois corpos longitudinais, um paralelepipédico e o outro de configuração em arco (que inclui um corpo com o auditório). Uma passagem estreita liga os dois corpos. A elementaridade do esquema formal não é perturbada por qualquer elemento externo, e mesmo a expressão dos dois corpos é semelhante, pondo em evidência a tensão entre ambos, o quase tocar dos dois, a relação mais do que a diferença. A escola situa-se no centro de um pinhal, e o branco dos seus paramentos unifica todos os elementos construtivos, conferindo uma unidade abstrata ao conjunto.
As formas utilizadas nos dois edifícios base, ainda que opostas, reta e curva, remetem para um vocabulário de simples regularidade abstrata geométrica, quase minimalista. A utilização criteriosa dos materiais, com predomínio do betão aparente aplicado, quer nos elementos estruturais, quer nos muros principais, contribui, ainda, para definir uma modernidade racional, sem perder um certo sentido poético, de uma obra de referência na história da arquitetura portuguesa contemporânea.
Os dois dissemelhantes volumes - reto e curvo - unem-se por um átrio e por uma ponte exterior coberta, que articula estes corpos e os seus distintos corredores internos. Descobre-se primeiro o volume curvo, com as salas de aula, que se descola do solo assente em pesados pilares à medida que penetra o pinhal, deixando intacta a topografia, e só depois se descobre o segundo, reto, onde se situam os ateliers e as oficinas, bem agarrado ao solo. As circulações interiores fazem-se através de dois extensos corredores que sublinham as perpectivas do "espaço canal" existente no exterior.
A definição formal de todo o edifício é pautada por uma abstracta métrica de grelha de fachada, em betão armado, com variações nos diferentes corpos edificados.
O pinhal está sempre presente no interior, filtrando a luz que se reflete no branco omnipresente. O arquiteto contrapõe a massa tendencialmente horizontal dos edifícios à verticalidade do pinhal envolvente, criando assim uma nova polaridade entre natureza e edifício.
História
A proposta de Vítor Figueiredo foi a escolhida no âmbito de um Concurso Público Internacional lançado para escolher o projeto da ESAD. Desenhada entre 1992-1993, e concluída em 1997, a ESAD constitui um dos passos mais marcantes da obra de Vítor Figueiredo, autor que teve a partir do final dos anos 80 do século XX a oportunidade de realizar as suas obras mais significativas.
A Implantação, volumetria e organização espacial interior são reveladoras de uma sensibilidade particular na articulação das circunstâncias de localização, projeto, construção e funcionamento do edifício. Definição formal complexa, suportada num único e simples sistema de grelhagem de fachada, rico em variantes.
O edifício foi distinguido em 1998 com o Prémio SECIL de Arquitetura, atribuído por unanimidade do júri.
Paulo Martins
DGPC, 2016