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Quinta da Provença - detalhe

Designação

Designação

Quinta da Provença

Outras Designações / Pesquisas

Antigo Convento da Provença / Antigo Mosteiro da Provença de Vale de Flores / Convento da Provença / Quinta da Provença(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Portalegre / Portalegre / Ribeira de Nisa e Carreiras

Endereço / Local

Quinta da Provença
Monte Paleiros

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

Deliberação de 27-06-2005 da AM de Portalegre
Deliberação de 27-04-2005 da CM de Portalegre
Parecer favorável de 15-04-2004 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 13-05-2003 da DR de Évora, para a classificação como de IM
Pedido de parecer de 10-04-2003 da CM de Portalegre sobre a classificação como de IM
Proposta de 24-01-2003 da Região de Turismo do Norte Alentejano para a classificação como de IM, apresentada à CM

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
Situada a Norte da cidade de Portalegre, no sopé da Serra de Frei Álvaro, em Monte Paleiros, a Quinta da Provença corresponde a um antigo mosteiro de monges eremitas designado "Provença de Vale de Flores". A sua localização terá ficado a dever-se às caraterísticas do local onde ainda hoje se mantêm matas de carvalhos propícias ao isolamento contemplativo.
Integram o mosteiro um conjunto de edifícios em redor de um pátio retangular onde se observa, também, o interessante afloramento granítico. A entrada faz-se a poente, pelo arco da cerca que ocupa o extremo dum alto muro de alvenaria sem reboco. À esquerda há vestígios dum estreito corredor ao fundo do qual, a nascente, se ergue a entrada do que sobra da igreja constituída por nave, capela-mor e sacristia. Junto ao pórtico da igreja existe, também, uma inscrição romana.
A construção do pórtico axial da igreja, da primeira metade do século XV, foi iniciada por Frei João Espartim e Frei Gonçalo da Beira, correspondendo a uma construção de pequenas dimensões, à qual falta uma das ombreiras chanfradas. No interior, o arco quebrado da capela-mor, que apresenta esquinas cortadas, assenta sobre impostas pouco pronunciadas, quase sem decoração que, por sua vez, coroam pilares também chanfrados. Esta estrutura deverá ser contemporânea da instalação dos frades Jerónimos (1436-1467).
As habitação dos frades, terão sido mandadas construir pelo bispo D. Jorge de Melo, apresentando portas e janelas em granito cuja verga reta se apresenta ou chanfrada ou com decoração geométrica muito simples. A intervenção episcopal terá também modificado a entrada da cerca, substituída por um arco abatido ainda hoje visível, ladeado pelo brasão dos Melos em mármore (de que sobram alguns fragmentos).

História
Não se sabe em que época se instalaram no "Vale de Flores" os primeiros eremitas. Documentação aponta apenas para 1375 data em que o rei D. Fernando doou a Fernão d' Álvares Pereira, o "lugar dos proves" como recompensa pelos serviços prestados por seu pai, frei Álvaro Gonçalves Pereira. Falecido Álvares Pereira, "Vale de Flores" passará para as mãos de sua mãe, Iria Gonçalves do Carvalhal, que decide devolver o lugar aos monges que aí haviam habitado noutros tempos. Em 1397 já um mosteiro estava construído mas os monges abandonariam o local por volta de 1436. Também neste mosteiro morreu e foi sepultado D. João de Castro, bispo português de Tui. Em 1500 o Mosteiro de Vale de Flores estava despovoado, mantendo-se no entanto na posse de um caseiro do convento de São Francisco de Portalegre. Segundo surge descrito no Tratado da Cidade de Portalegre, D. Jorge de Melo pretendeu edificar nesse local um convento de freiras cistercienses, no entanto, com a sua morte, a igreja terá sido progressivamente abandonada, estando quase arruinada nas primeiras décadas do século XVII. Já do século XVIII será o tanque-fontanário ladeado por dois poiais, bem como os vestígios de um forno de cozer pão, situados entre a fachada principal das ruínas da igreja e o muro da cerca monacal.
No início do século XXI a Quinta da Provença foi remodelada para turismo rural, uso que ainda hoje mantém. Na altura foi acrescentada uma nova ala a nascente, restaurando-se os edifícios habitacionais mas salvaguardando-se as ruínas do Mosteiro da Provença e da sua cerca.
Maria Ramalho/DGPC/2016. Colaboração de Ana Maria Fonseca dos Santos/C. M. Portalegre.

Imagens