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Serro de Santo Aleixo - detalhe

Designação

Designação

Serro de Santo Aleixo

Outras Designações / Pesquisas

Cerro de Santo Aleixo / Serro de Santo Aleixo(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / Tabuaço / Barcos e Santa Leocádia

Endereço / Local

-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

Deliberação de 30-09-2005 da AM de Tabuaço

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O Serro de Santo Aleixo forma um dos braços da montanha de Barcos, a meia encosta do vale do rio Távora, implantando-se no seu cume dois conjuntos de edifícios : a Quinta do Serro e os Armazéns do Monte Travesso (pertencentes à Quinta do Monte Travesso). Na cota mais elevada ergue-se o conjunto dos Armazéns do Monte Travesso composto por armazém, casa de lagares e anexo enquadrados para o lado norte por um terreiro murado. Os edifícios apresentam aparelho misto, de granito nos cunhais e nas molduras dos vãos e de xisto no enchimento dos panos. Os telhados, bastante arruinados, seriam de uma ou duas águas. O edifício do armazém tem dois pisos destinando-se o superior, em princípio, a habitação, sendo dividido por paredes de taipa. O inferior apresenta chão de terra batida com poiais de pedra para assentamento das pipas. Na casa dos lagares encontram-se quatro lagares em pedra e em plano inferior "lagaretas" também em cantaria. A Oeste situa-se a Quinta do Serro enquadrada por terreiro murado. Este conjunto é constituído por quatro corpos adossados: a casa do caseiro, armazém, casa do Senhorio e a casa dos lagares. O aparelho é, também aqui, misto, de granito nos cunhais e nos vãos e de xisto nos panos dos muros. Os edifícios encontram-se bastante arruinados sendo ainda visíveis no interior da casa do Senhorio restos de paredes em taipa e chão e tectos em madeira. A cronologia para o Conjunto é incerta datando provavelmente a ocupação do Serro do século XVIII e ao desenvolvimento do cultivo da vinha. Edifícios de arquitectura vernacular, típica da zona e quase intemporal, é difícil estabelecer uma cronologia construtiva. Sabemos que o local serviu de "cenário" a um conto de Abel Botelho "o Serro" e aparece ligado a famílias ilustres da região.