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Cine-Teatro São Pedro - detalhe

Designação

Designação

Cine-Teatro São Pedro

Outras Designações / Pesquisas

Cine-Teatro São Pedro(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Santarém / Abrantes / Abrantes (São Vicente e São João) e Alferrarede

Endereço / Local

Rua de Santo António
Abrantes

Largo de São Pedro
Abrantes

Proteção

Situação Actual

Procedimento caducado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Procedimento caducado nos termos do artigo 78.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma)
Proposta de 29-12-2010 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para a revogação do despacho de abertura do processo de classificação, por o imóvel não ter valor nacional, e o envio à CM de Abrantes para a ponderação da classificação como de IM
Devolvido à DR de Lisboa por despacho de 30-03-2006 da vice-presidente do IPPAR para juntar proposta de ZEP
Proposta de 8-07-2005 da DR de Lisboa para a classificação como IIP
Edital n.º 85/2004 de 23-11-2004 da CM de Abrantes
Despacho de abertura de 20-10-2004 da vice-presidente do IPPAR
Proposta de 21-05-2004 da DR de Lisboa para a abertura da instrução de processo de classificação de âmbito nacional
Proposta de classificação de 15-01-2004 da CM de Abrantes

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O Cine-Teatro São Pedro foi encomenda de um grupo de cidadãos de Abrantes que entretanto se constituiu em empresa comercial - Iniciativas de Abrantes, Lda. Foi levantado no local onde outrora esteve edificada a igreja de São Pedro (1708), destruída para a construção do Cine-Teatro, e abriu as portas a 19 de Fevereiro de 1949. O projecto do arquitecto Ruy Jervis d'Athouguia, datado de 1947, foi de alguma forma condicionado quer pela implantação do edifício no terreno, quer pelas fundações já existentes de um primeiro projecto, datado de 1946, da autoria do arquitecto Amílcar Pinto.
Em meio urbano, implantado na malha urbana (histórica) de Abrantes, tem a fachada principal virada a Norte, para o Largo de S. Pedro, nas imediações do Adro da Igreja de S. Vicente. Apresenta planta rectangular, desenvolvida segundo o eixo Norte-Sul, com corpo de camarins e salão de festas adossado à caixa de palco e parte da plateia. A volumetria é horizontal, com aproveitamento de desnível do terreno, e as coberturas são mistas, em terraço e telhado, escondidas pelo remate murário.
A um rigoroso funcionalismo do espaço interno, transparecendo no tratamento das fachadas, associa-se um elaborado projecto de decoração de interiores, ainda visível nos revestimentos do pavimento do átrio e do foyer do 1.º balcão e nos revestimentos das fachadas com placas cerâmicas negras conjugadas com as janelas de vários lumes generosamente rasgadas. A distribuição dos espaços funcionais internos encontra-se organizada da seguinte forma: no corpo principal sucedem-se os espaços de estar e de apoio, o espaço cénico (o auditório e o espaço técnico e de cena - a caixa de palco; o corpo adossado à fachada lateral Oeste ficou reservado para os espaços de apoio à cena (camarins) além de incluir o salão de festas (1.º piso) e um foyer ao nível da plateia. Ultrapassada a entrada principal, abre-se o foyer térreo, acedendo-se à plateia por vão rasgado na parede fronteira ao 1.º balcão pela escada situada junto ao paramento esquerdo. Os foyer do 1 e 2.º balcões sobrepõem-se ao térreo e beneficiam da iluminação natural garantida pelo envidraçado do pano central saliente da fachada principal.
O projecto adoptado insere-se na corrente modernista da arquitectura civil portuguesa e constitui uma peça relevante nesse contexto, por ser um exemplo de perfeita adequação da forma à função (apesar dos "compromissos" que o arquitecto teve de assumir relativamente ao local definido para implantação do imóvel). A sua fisionomia, ajusta as exigências de um programa às limitações físicas do local da implantação da estrutura. Assim, o dinamismo e arrojo da forma arquitectónica surge, naturalmente, da perfeita adequação à função e não de qualquer jogo de valorização plástica, mais ou menos arbitrário, da parte do seu autor.
Este Cine-Teatro destaca-se, no âmbito da respectiva tipologia, pela sua composição plástica equilibrada, originando um contraste expressivo entre um certo "racionalismo" patente nos volumes de betão, em oposição à transparência da sua fachada envidraçada.
Entre 2000-2001 foram realizadas obras de remodelação arquitectónica no imóvel, que se traduziam na recuperação dos interiores e dos exteriores, financiada no âmbito do Programa Operacional da Cultura (POC). As obras finalizaram em 2001, reinaugurando-se o Cine-Teatro em 5 de Julho desse mesmo ano com a presença do Exm.º Sr. Presidente da República Dr. Jorge Sampaio.
Paulo Martins / DR Lisboa (adaptado do Processo de Classificação)

Imagens