Saltar para o conteúdo principal da página

Casal da Falagueira de Cima (Casa da Ordem de Malta) e Azenha - detalhe

Designação

Designação

Casal da Falagueira de Cima (Casa da Ordem de Malta) e Azenha

Outras Designações / Pesquisas

Casa da Comenda da Ordem de Malta da Amadora(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Amadora / Falagueira - Venda Nova

Endereço / Local

Parque Urbano da Ribeira da Falagueira
Falagueira

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

Aviso de 17-04-2006 da CM da Amadora publicado no Boletim Municipal de 17-04-2006
Deliberação de 30-06-2005 da AM da Amadora a aprovar a classificação como de IM
Deliberação de 4-04-2005 da CM da Amadora a aprovar a classificação como de IM
Em 11-11-2004 foi dado conhecimento do despacho à CM da Amadora
Despacho de concordância de 29-10-2004 do presidente do IPPAR
Informação favorável de 15-10-2004 da DR de Lisboa, por não ter valor nacional
Pedido de parecer de 21-05-2004 da CM da Amadora sobre a classificação como de IM
Deliberação de 2-05-2002 da CM da Amadora a proceder à classificação como de IM

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
O Casal da Falagueira constitui uma pequena parcela do que terá sido o território rural do concelho da Amadora antes da expansão demográfica e urbanística iniciada nos finais do século XIX, sobretudo como resultado da implantação da linha de caminho de ferro que ligava Lisboa a Sintra. Ao certo não se sabe quando terá sido construído este complexo agrícola situado hoje a uma cota inferior relativamente à estrada Serra da Mira e aos edifícios que o rodeiam, não restando no entanto dúvidas de que, na sua origem, fez parte do núcleo antigo da aldeia da Falagueira. A sua relevância para a história da Amadora fez com que em redor do conjunto se definisse um amplo espaço verde ou Parque Urbano, procurando ainda enquadrar este marco patrimonial na sua primitiva relação com a ribeira.
Infelizmente, com o passar do tempo, o conjunto foi parcialmente amputado, destruindo-se uma parte significativa do núcleo habitacional. Ainda assim, o que chegou até hoje do edifício principal revela uma arquitetura algo cuidada, diferenciada das modestas habitações de pequenos proprietários rurais que outrora ocupavam a região desde logo pela existência de dois pisos. Habitualmente as funções destes dois pisos eram diferenciadas, sendo que normalmente o piso térreo correspondia a uma zona de arrumos e apoio aos trabalhos agrícolas, enquanto o andar superior estaria destinado a habitação. Em termos construtivos, o edifício é edificado em alvenaria de pedra calcária, com vãos de cantaria retilínea e, o piso da cozinha, formado por antigas mós.
Em redor da casa, localizava-se um complexo sistema de captação de águas da ribeira que chegava a vencer 8 metros de altura. Este dispositivo hidráulico era ainda complementado por duas pontes, uma das quais redirecionando o curso da ribeira.
O casal é também conhecido como Casa da Ordem de Malta por ostentar, à entrada e sobre o portão principal da quinta, uma cruz daquela Ordem, elemento que só vem reforçar a importância e a relativa dimensão, à escala local/regional, deste conjunto. A cruz, apesar de ser claramente de época moderna, não deixa de ser um poderoso símbolo evocador do seu passado medieval.
Associada a esta exploração agrícola foi construída uma azenha com roda vertical de propulsão superior mas que se encontra em ruínas.
História
A primeira referência documental que menciona o Casal da Falagueira corresponde a um testamento de 1268, de um tal Vasco Martins, Cavaleiro da Ordem do Hospital (que antecedeu a de Malta). Foi certamente esta a razão que levou à colocação de um marco com a cruz da Ordem no alçado principal e de pelo menos dois outros nos terrenos envolventes, certamente elementos de marcação dos limites da propriedade.
Apesar de se ter realizado uma aturada intervenção arqueológica no local, não foi possível aferir com precisão a primeira fase de ocupação do edifício, enquadrando-se os materiais mais antigos no século XVI, devendo esta data corresponder à construção do primeiro piso, atribuindo-se o segundo piso ao século XVIII tendo este, em época indeterminada, sido depois dividido em duas áreas de habitação de famílias distintas, situação esta que se verificou até ao final da década de 80 do século XX. Atualmente o conjunto está integrado no Parque Aventura e corresponde ao "Núcleo Museográfico do Casal da Falagueira", espaço onde se encontra um centro de documentação e diferentes espaços expositivos.
Paulo Fernandes/IGESPAR/2004. Atualizado por Maria Ramalho/DGPC/2016 com a colaboração de Gisela Encarnação/C.M.Amadora.

Imagens

Bibliografia

Título

Casal da Falagueira de Cima. Relatório preliminar da intervenção arqueológica de emergência (inédito)

Local

Amadora

Data

1993

Autor(es)

MIRANDA, Jorge Augusto

Título

Tecnologia tradicional portuguesa. Sistemas de moagem

Local

Lisboa

Data

1983

Autor(es)

OLIVEIRA, Ernesto Veiga de

Título

Património Classificado. Município da Amadora

Local

Amadora

Data

2009

Autor(es)

ENCARNAÇÃO, Gisela, XAVIER, Gabriela