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Igreja paroquial de Geraz do Lima (Santa Leocádia) - detalhe

Designação

Designação

Igreja paroquial de Geraz do Lima (Santa Leocádia)

Outras Designações / Pesquisas

Igreja paroquial de Santa Leocádia de Geraz do Lima
Igreja de Santa Leocádia, paroquial de Geraz do Lima / Igreja Paroquial de Geraz do Lima / Igreja de Santa Leocádia(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viana do Castelo / Viana do Castelo / Geraz do Lima (Santa Maria, Santa Leocádia e Moreira) e Deão

Endereço / Local

-- -
Geraz do Lima

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A igreja que hoje conhecemos resulta de uma campanha de obras setecentistas, responsável pela profunda alteração da configuração original do templo, que se pensa remontar ao século XII. Na verdade, uma lápide no interior do templo refere a sua instituição, em 1013/21, e outra, no exterior, permite perceber que a igreja foi, muito possivelmente, reedificada na segunda metade do século XII, datando de 1172 a sagração do templo românico (BARROCA, 2000).
Até ao século XVIII, época em que a igreja foi alvo de nova, e significativa, intervenção, somente conhecemos os vestígios de frescos executados na primeira metade do século XVI, que se conservam na nave, do lado da Epístola e que representam três santos - São Telmo, São Gonçalo e Santo Amaro.
Se a arquitectura deixa adivinhar uma sobriedade do final do século XVII ou inícios do XVIII, pensamos poder distinguir duas campanhas no interior do templo, pois os retábulos do transepto inscrevem-se numa estrutura arcaizante, enquanto o da capela-mor parece mais avançado.
A fachada, de um barroco sóbrio e depurado, é definida por pilastras, e aberta, ao centro, pelo porta principal, de verga recta e encimado por frontão triangular. Sobrepõe-se-lhe um óculo quadrilobado, que interrompe a linha do entablamento, elevando-a e forçando-o a acompanhar o desenho do óculo. Remata o edifício um frontão, com aletas que ladeiam a secção central, quadrada, e onde se inscreve o nicho de volta perfeita. Termina em frontão triangular interrompido pela cruz. Num plano ligeiramente recuado, a torre sineira mantém a mesma organização da fachada, apresentando pilastras e entablamento ao mesmo nível, mas elevando-se em dois registos, com o segundo aberto pela sineira. Uma balaustrada com pináculos nos cunhais, enquadra a cúpula bolbosa.
O espaço da igreja desenvolve-se numa planta em forma de cruz latina, de nave única e com transepto saliente. O corpo e a capela-mor são percorridos por azulejos de figura avulsa, azuis e brancos, do início do século XVIII. Os retábulos dos altares do transepto são de talha dourada, com policromia posterior. A sua estrutura plana, com pintura no ático denota uma feição ainda maneirista. O da capela-mor é posterior (1738), mas a policromia mais tardia perturba a sua correcta leitura. Aqui, o tecto em caixotões, é pintado, enquanto o da nave é liso.
Uma última referência para os frontais de altar, retirados do templo, e onde se representam Santa Leocádia e no outro São João Baptista, com uma inscrição referente ao doador: "esta capela mandou azolejar o Abade Joã Alves Pereira 1702".
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Epigrafia medieval portuguesa (862-1422)

Local

Lisboa

Data

2000

Autor(es)

BARROCA, Mário Jorge