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Forte do Rato - detalhe

Designação

Designação

Forte do Rato

Outras Designações / Pesquisas

Fortaleza de Santo António
Forte da Ilha das Lebres / Forte do Rato (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Militar / Forte

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Faro / Tavira / Tavira (Santa Maria e Santiago)

Endereço / Local

-- a SW de Tavira, junto à foz do rio Gilão
-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 8/83, DR, I Série, n.º 19, de 24-01-1983 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Mandado erguer durante o reinado de D. Sebastião para proteger a foz do rio Gilão e a entrada do porto de Tavira, o Forte do Rato, ou Fortaleza de Santo António (como foi denominado à época da sua fundação), é um dos testemunhos da preocupação da Coroa com a defesa da costa algarvia durante o século XVI, uma vez que esta era considerada então, como afirmava Frei João de São José, o "muro e fortaleza a cuja sombra o Reino se tem por seguro" (MOREIRA, 1986, p. 80.
No entanto, nos anos que se seguiram à Restauração de 1640, e contrariamente ao que acontecia por toda a costa atlântica portuguesa, o Algarve "(...) tornou-se de um momento para o outro uma área marginal, em que nada se fez dos vários projectos (...)" desenhados pelos engenheiros franceses para a defesa desta região (idem, ibidem).
Mais tarde, cerca de 1670, foi edificado o Forte de São João, uma nova fortaleza para defesa da barra de Tavira, passando o Forte do Rato a ter um papel secundário na estratégia defensiva. Porém, a antiga fortaleza do Gilão viu a estrutura renovada, uma vez que a sua implantação era essencial para reforçar a linha de fogo do novo baluarte.
A partir das primeiras décadas do século XIX, o número de soldados aquartelados no Forte do Rato foi diminuindo gradualmente, o que levou a um progressivo abandono do espaço e à sua degradação, até que a guarnição foi extinta em 1840.
De planta poligonal abaluartada, no interior da praça distinguem-se ainda os espaço de aquartelamento, o paiol e o poço de abastecimento. Desde a década de 80 do século XX, têm sido levadas a cabo obras de recuperação do espaço, nomeadamente a porta principal e os panos de muralha, bem como de limpeza e sinalização do espaço interno da fortaleza.
Catarina Oliveira
DIDA/IGESPAR, I.P./ Abril de 2008

Imagens

Bibliografia

Título

Corografia ou memoria economica, estadistica, e topografica do reino do Algarve

Local

Lisboa

Data

1841

Autor(es)

LOPES, João Baptista da Silva

Título

Castelos, fortalezas e torres da região do Algarve

Local

Faro

Data

1997

Autor(es)

COUTINHO, Valdemar

Título

Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses

Local

Lisboa

Data

1948

Autor(es)

ALMEIDA, João de

Título

Aspectos do reino do Algarve nos séculos XVI e XVII: a descrição de Alexandre Massaii (1621)

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

GUEDES, Lívio da Costa

Título

Algarve - Castelos, Cercas e Fortalezas

Local

Faro

Data

2008

Autor(es)

MAGALHÃES, Natércia