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Solar da Quinta dos Lagares d'El-Rei - detalhe

Designação

Designação

Solar da Quinta dos Lagares d'El-Rei

Outras Designações / Pesquisas

Solar da Quinta dos Lagares d El-Rei(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Solar

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Lisboa / Alvalade

Endereço / Local

Rua dos Lagares d'El-Rei
Lisboa

Número de Polícia: 2

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 28/82, DR, I Série, n.º 47, de 26-02-1982 (ver Decreto)
Edital N.º 20/80 de 3-02-1980 da CM de Lisboa
Despacho de homologação do Secretário de Estado da Cultura
Parecer de 18-01-1979 da COISPCN a esclarecer que a proposta de classificação engloba o solar, as casas anexas e o quintal delimitado pelo muro
Despacho de homologação de 15-07-1978 do Secretário de Estado da Cultura
Parecer de 13-07-1978 da COISPCN a propor a classificação como IIP
Proposta de classificação de 15-05-1970 da DGPC

ZEP

Portaria de 28-10-1982, publicada no DR, II Série, n.º 267, de 18-11-1982
Edital N.º 20/80 de 3-02-1980 da CM de Lisboa
Despacho de homologação de 26-10-1979 do Secretário de Estado da Cultura
Parecer favorável de 25-10-1979 da COISPCN
Proposta de 27-09-1979 da DGEMN

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Da quinta existe notícia desde os séculos XIII ou XIV, sabendo-se que em 1384 existiam aqui vinha e lagares "d'el rei", então doados a Afonso Pires da Charneca, apoiante de D. João I e próximo de D. Nuno Álvares Pereira, e a sua mulher, Constança Esteves. A quinta passou, depois da sua morte, para o irmão, Martinho ou Martim Afonso da Charneca, conselheiro de D. João I, mais tarde Arcebispo de Braga e Bispo de Coimbra (ou do Porto).
Na centúria seguinte, o primeiro senhorio conhecido é o de uma sua filha, D. Maria de Miranda, cuja neta D. Constança de Noronha seria a 5ª senhora de Lagares d' El-Rei, de quem descendem os Almada, em posse de cuja família o solar ainda se encontra. Em finais do século XVIII, sendo senhor da quinta D. Lourenço, 1º conde de Almada, a casa foi ampliada com uma ala nobre, anexos, oratório e um pequeno teatro (Fernando CASTELO BRANCO, 2000, p. 210), tendo-se possivelmente arrasado os lagares nesta altura. Depois de um período de arrendamento a particulares, a família recuperou a propriedade em 1936, e aí se instalou, após novas obras.
O solar que ainda hoje se conserva data portanto dos séculos XVII e XVIII, com alterações posteriores. A quinta é acessível por amplo portão de ferro forjado, aberto para o pátio de terra batida, ajardinado e arborizado, no centro do qual existe um chafariz oriundo do Palácio dos Condes de Almada, ao Rossio (Idem, ibidem, p. 211). Ainda aí existem algumas casas baixas, com um poço, que são as mais antigas construções do conjunto. O edifício do solar tem dois pisos, rés-do-chão e andar nobre, distribuídos em duas alas formando ângulo recto. Na fachada principal destacam-se as armas dos Almada, colocadas entre dois janelões do piso nobre. O acesso à porta principal faz-se por escada de um só lanço, com amplo patamar, sob o qual se rasgam dois nichos de volta perfeita rematados por cantaria simples, com esculturas mitológicas do século XVIII provenientes de um terraço da casa. Outra estátua, bem como dois tanques, um busto e outra escultura, encontram-se dispersos pelo jardim, tendo alguns vindo de outras propriedades da família.
O interior do palácio inclui algum recheio artístico de qualidade, como pinturas de Carlos Reis, um oratório com retábulo decorado em trompe-l'oeil e uma tábua seiscentista representando o Martírio de São Lourenço, e um antigo marco de delimitação da propriedade (Idem, ibidem, p. 212).
Os anexos ao solar incluem cavalariça, adega, celeiro, forno e casa de caseiros. A quinta incluía alguns dos terrenos mais férteis de Lisboa, que confinavam com a próspera Quinta da Montanha, cujos produtos abasteciam os mercados da capital. A classificação inclui os anexos e o quintal, sendo de referir que todo o conjunto se conserva intacto e integrado no bairro de Alvalade, funcionando como memória das centenas de quintas de recreio que existiram nos arredores de Lisboa.
Sílvia Leite / DIDA / IGESPAR, I.P., 25-10-2007

Imagens

Bibliografia

Título

Quinta dos Lagares D' el-Rei, in Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa

Local

Lisboa

Data

2000

Autor(es)

CASTELO BRANCO, Fernando

Título

Quinta dos Lagares D'el-Rei, in Dicionário da História de Lisboa

Local

Lisboa

Data

1994

Autor(es)

RIBEIRO, José Cardim