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Igreja Paroquial de Nossa Senhora dos Anjos, também denominada «Igreja dos Anjos» - detalhe

Designação

Designação

Igreja Paroquial de Nossa Senhora dos Anjos, também denominada «Igreja dos Anjos»

Outras Designações / Pesquisas

Igreja Paroquial dos Anjos / Igreja de Nossa Senhora dos Anjos(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Lisboa / Arroios

Endereço / Local

Avenida Almirante Reis
Lisboa

Número de Polícia: 38-40

Rua Palmira
Lisboa

Rua Luis Pinto Moitinho
Lisboa

Rua Álvaro Coutinho
Lisboa

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 2/96, DR, I Série-B, n.º 56, de 6-03-1996 (ver Decreto)
Edital N.º 75/87 de 10-12-1987 da CM de Lisboa
Despacho de homologação de 15-07-1987 do Secretário de Estado da Cultura
Parecer de 2-07-1987 do Conselho Consultivo do IPPC a propor a classificação como IIP
Processo iniciado em 1987 no IPPC

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Este templo, situado defronte do Jardim António Feijó, com perfil inspirado na arquitectura vernácula portuguesa do século XVII, foi inaugurado em 1910 e deve-se a uma intervenção 'restauracionista' do arquitecto José Luís Monteiro. A primitiva igreja, que se situava no antigo Regueirão dos Anjos e foi demolida em 1908 em virtude da abertura da Avenida D. Amélia (actual Av. Almirante Reis), foi de seguida reconstruída na banda ocidental dessa rede viária, conforme às exigências da cidade, tendo o arquitecto respeitado proporções e valores da primitiva igreja, sem deixar de lhe conferir um carácter neoclássico, que lhe adoçou as proporções.
O interior, integralmente recuperado aquando da demolição da antiga igreja, mostra o típico espectáculo da "arte barroca total" que caracteriza os espaços portugueses dos séculos XVII e XVIII, com sete altares de talha dourada do chamado Estilo Nacional, tecto com apainelado de caixotões de pintura com cenas da Vida da Virgem e alegorias bíblicas, o revestimento integral de superfícies recorrendo à conjugação de linguagens díspares, a escultura de vulto dos altares e ciclo de telas tenebristas de pintores como Bento Coelho da Silveira e António Machado Sapeiro. O segundo altar da banda direita preserva uma pintura mais antiga, "Santa Irene sarando as feridas de São Sebastião", do fim do século XVI, obra do pintor maneirista Diogo Teixeira. Na sacristia, encontra-se uma rara representação de Santo António de Lisboa em tela provavelmente quinhentista.

Imagens