Saltar para o conteúdo principal da página

Prédio com os n.os 24-26 no Largo do Intendente, Fábrica de Cerâmica da Viúva Lamego - detalhe

Designação

Designação

Prédio com os n.os 24-26 no Largo do Intendente, Fábrica de Cerâmica da Viúva Lamego

Outras Designações / Pesquisas

Edifício no Largo do Intendente, n.º 23 a 27 / Fábrica de Cerâmica da Viúva Lamego(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Fábrica

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Lisboa / Arroios

Endereço / Local

Largo do Intendente
Lisboa

Número de Polícia: 23-27

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 95/78, DR, I Série, n.º 210, de 12-09-1978 (ver Decreto)
Edital N.º 4/77 de 27-07-1977 da CM de Lisboa
Despacho de concordância de 11-10-1976 do Secretário de Estado da Investigação Científica
Parecer de 1-10-1976 da 4.ª Subsecção da 2.ª Secção da JNE a propor a classificação como IIP
Proposta de classificação de 1-06-1976 da DGPC

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A sua construção inicia-se em 1849, por iniciativa de António da Costa Lamego, e prolonga-se até 1865. Edifício de estilo romântico, situado na Avenida Almirante Reis, possui como elemento decorativo dominante um vistoso revestimento azulejar, que abarca a totalidade da fachada, da autoria de Luís Ferreira, o famoso Ferreira das Tabuletas, pintor de azulejos oriundo das Fábricas da Calçada do Monte e Viúva Lamego.
Edifício estruturado em dois registos, com duas janelas cada, que no segundo piso ladeiam uma varanda, tem como remate uma empena, rasgada por um óculo rodeado de grinaldas e pequenas figuras que seguram uma inscrição com a data da construção. O programa cerâmico revela o gosto romântico-revivalista deste pintor, considerado por José Meco um fascinante artista ingénuo de excepcional graça, que aqui assume uma tentativa romântica de recuperar a tradicional pintura figurativa e artesanal do azulejo polícromo sobre esmalte branco. No primeiro registo, os azulejos, de cromatismo predominantemente verde e amarelo, possuem um cunho orientalizante, corroborado pelas figuras que alegorizam a fábrica, segurando inscrições com o nome e a data de construção (1865), e também um teor mais classicizante patente nas duas outras representações deste primeiro registo. O revestimento azulejar do segundo registo é dominado por motivos essencialmente vegetalistas, inspirado nas albarradas barrocas. No remate, representam-se anjos segurando uma filactera comn a data da decoração, em pintura de tons amarelos.
É de notar que o imóvel assenta sob uma mina de água que abastecia o chafariz da Avenida Almirante Reis. S.C.P.

Imagens

Bibliografia

Título

Azulejaria Portuguesa

Local

Lisboa

Data

1986

Autor(es)

MECO, José

Título

Cerâmica Portuguesa

Local

-

Data

-

Autor(es)

-

Título

Azulejos, 5 séculos de azulejo em Portugal

Local

-

Data

-

Autor(es)

-

Título

Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

ATAÍDE, M. Maia

Título

Do Romantismo ao Fim do Século, História da Arte em Portugal

Local

-

Data

1986

Autor(es)

RIO-CARVALHO, Manuel

Título

História da Arte Portuguesa

Local

-

Data

1995

Autor(es)

-

Título

História da Arte em Portugal

Local

-

Data

1986

Autor(es)

AA VV

Título

A Arte em Portugal no Século XIX (2 vols.)

Local

Lisboa

Data

1990

Autor(es)

FRANÇA, José-Augusto

Título

José Luiz Monteiro. Na Arquitectura da Transição do Século

Local

-

Data

-

Autor(es)

FERREIRA, Fátima Cordeiro