Saltar para o conteúdo principal da página

Santuário do Socorro - detalhe

Designação

Designação

Santuário do Socorro

Outras Designações / Pesquisas

Santuário do Senhor do Socorro(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Santuário

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viana do Castelo / Ponte de Lima / Labruja

Endereço / Local

-- -
-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Edificado na segunda metade do século XVIII, o Santuário do Senhor do Socorro destaca-se pelo forte efeito cenográfico que a escadaria precedente lhe confere, integrando-se nos denominados templos de peregrinação, que tanta fortuna conheceram no período barroco e de que são exemplos mais destacados o Bom Jesus de Braga e o Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, em Lamego.
Acentuando esta cenografia, a escadaria inicia-se pela abertura em leque, com muro coroado por representações de anjos com trombetas e, na sua continuação, animado por pilastras, encimadas por esculturas alternadas com fogaréus.
A igreja, de nave única e capela-mor com os alçados exteriores ondulados, ergue-se no eixo das escadas e a sua fachada principal, profusamente decorada, deixa adivinhar uma linguagem rococó. Flanqueiam o alçado duas torres sineiras, cobertas por cúpulas em forma de bolbo e divididas em três registos, no primeiro dos quais se abre uma janela de sacada. Unem-se ao frontispício da igreja através da balaustrada que termina o corpo central e se prolonga sobre o segundo registo das torres, repetindo-se no remate destas últimas.
Ao centro, a galilé abre-se em arco de asa de cesto, sobre o qual se encontra um amplo janelão, ladeado por nichos com as imagens de São Pedro e do Papa Clemente XIV ( Inventário Artístico da Região Norte, III, p. 36). Este, liga-se ao frontão curvo, em cujo tímpano se exibem as armas reais, testemunhando, muito possivelmente, o empenho a coroa na edificação do templo.
No interior, ganha especial importância a talha dourada, rocaille , bem presente nos altares laterais, colaterais, retábulo-mor e púlpito, constituindo um importante núcleo da última fase deste gosto (DIAS, 1996). Os restantes exemplares, como a talha que reveste o arco de triunfo, são mais tardios. Na capela-mor, o espaço é circular e coberto por cúpula e lanternim.
Ressalta de todo o conjunto um forte dinamismo, obtido pela animação dos panos murários, pelo próprio movimento dos alçados da capela-mor, e acentuado por toda a cenografia envolvente.
De acordo com a inscrição patente no portal, a igreja foi edificada em data próxima de 1773, mas os trabalhos ter-se-ão prolongado nos anos seguintes. Um desenho de 1854 mostra um projecto para o escadório e Via Sacra que começou a ser construído na zona posterior da igreja. Não é possível determinar, contudo, se este correspondia ao traçado original ou se foi um projecto posterior que visava terminar a escadaria, pois no referido desenho esta encontra-se à frente do templo e não atrás. Em todo o caso, a ideia de edificar uma longa via sacra, com capelas a acompanhar o percurso foi abandonada em data incerta. Apenas se construiu a escadaria e uma das capelas previstas, de linhas simples, coroada por cúpula e com altar no interior ( Inventário Artístico da Região Norte, III, pp. 36 e 37).
(Rosário Carvalho)

Bibliografia

Título

Alto Minho

Local

Lisboa

Data

1987

Autor(es)

ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de

Título

Santuário do Nosso Senhor do Socorro, Colectânea de Autores Limianos

Local

-

Data

1996

Autor(es)

DIAS, Manuel

Título

Inventário Artístico da Região Norte - III (Concelho de Ponte de Lima)

Local

Porto

Data

1974

Autor(es)

-