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Chafariz de Santo André - detalhe

Designação

Designação

Chafariz de Santo André

Outras Designações / Pesquisas

Chafariz de Santo André(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Chafariz

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Guarda / Guarda / Guarda

Endereço / Local

Alameda de Santo André
Guarda

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 95/78, DR, I Série, n.º 210, de 12-09-1978 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Actualmente implantado na Alameda de Santo André, este chafariz é também conhecido como chafariz da família Refoios Saraiva, uma vez que, originalmente, pertencia a uma propriedade que esta família possuía na freguesia de Vela (RODRIGUES, 1984, p. 145).
Embora permaneçam algumas dúvidas sobre eventuais alterações à sua configuração original, efectuadas aquando da transferência de Vela para a Guarda, subsistem fotografias onde apenas é visível a secção central, com o respectivo tanque (RODRIGUES, 1984, p. 145). Tal poderá significar que as duas secções laterais, mais baixas e rematadas por elementos curvilíneos, foram introduzidas posteriormente. Fazem ainda parte deste enquadramento urbanístico os degraus que antecedem o tanque, os bancos e mesa laterais, bem como os muretes rematados por pináculos piramidais. No seu conjunto, ressalta a monumentalidade e o forte efeito cenográfico que destaca o chafariz central, profusamente decorado.
O tanque, de planta curvilínea, apresenta uma bica central em forma de máscara ladeada por golfinhos. Estas carrancas voltam a surgir no alçado, alinhadas horizontalmente, cada uma prolongando-se no sentido vertical, através de uma espécie de pilastra, ao centro, e lateralmente por caudas com escamas.
As volutas laterais prolongam-se até quase ao remate do alçado, enquadrando a pedra de armas da família Refóios Saraiva. Esta encontra-se sobre uma concha e é encimada pela figura de um anjo.
Os elementos decorativos que caracterizam este chafariz de linguagem barroca-rococó, pautam-se pelo recurso à linha curva, em detrimento do sentido de volume, reunindo representações religiosas e zoomórficas, numa dupla iconografia alusiva à água e à família a quem pertencia o chafariz, a que se reúne a presença do anjo no topo da composição.
De facto, na época barroca a água, tal como o fogo, foi essencial pela importância cenográfica com que se poderia revestir. Muito embora no caso dos chafarizes a função utilitária seja primordial, a decoração e a forma dos mesmos não podia deixar de assumir especial relevância. Principalmente porque a questão do abastecimento de água voltou a ser muito debatida e problematizada no decorrer dos séculos XVI e XVII, sendo que "(...) o pensamento iluminista, e em especial a sua vertente católica, determinava aos mais poderosos o papel de promoverem a felicidade dos povos" (ROSSA, 1995, p. 115). Uma conjugação de factores que se verificam no chafariz de Santo André, a quem a família Refóios Saraiva ligou o seu nome e as suas armas.(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Guarda

Local

Lisboa

Data

1995

Autor(es)

PEREIRA, José Fernandes

Título

Monografia artística da Guarda

Local

Guarda

Data

1984

Autor(es)

RODRIGUES, Adriano Vasco

Título

Tratado da Grandeza dos Jardins em Portugal

Local

Lisboa

Data

1987

Autor(es)

CARITA, Hélder; CARDOSO, Homem