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Pelourinho de Valhelhas - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Valhelhas

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Valhelhas(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Guarda / Guarda / Valhelhas

Endereço / Local

Praça Dr. José de Castro
Valhelhas

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A freguesia de Valhelhas conheceu grande prestígio ao longos séculos, tendo chegado a ser concelho, extinto em 1855. Recebeu foral de D. Sancho I em 1188, quando o mesmo monarca terá ordenado o restauro da fortaleza no castro de Valhelhas, na sequência da formação de uma linha defensiva fronteiriça destinada a travar os avanços inimigos sobre os recentemente conquistados territórios em torno de Coimbra. O foral de Valhelhas, assim como a imediata doação da vila a D. Gomes Ramires, Mestre da Ordem dos Templários, vinha reconhecer a implantação estratégica desta comunidade, contribuindo para reforçar o seu importante papel militar e económico. O termo de Valhelhas permaneceu durante muito tempo ligado às ordens militares, tendo pertencido ainda a D. Gonçalo Peres, mestre da Ordem de São Julião do Pereiro (mais tarde Ordem de Alcântara), até ao reinado de D. João I. Mais tarde, o senhor de Valhelhas foi D. Rodrigo de Castro, alcaide-mor da Covilhã, e pai de D. Cristóvão de Castro, bispo da Guarda.
O actual pelourinho é provavelmente uma construção de meados de Quinhentos, portanto bastante posterior ao foral manuelino que o concelho recebeu em 1514. O pelourinho levanta-se no largo principal de Valhelhas, diante dos antigos Paços do Concelho e cadeia comarcã, hoje edifício da Junta de Freguesia, e da Igreja Matriz. O soco é composto por sete degraus octogonais, que atestam da importância do concelho na época de construção do pelourinho; directamente sobre este soco ergue-se o fuste, também octogonal, sustentando um capitel composto por anéis octogonais e uma gola central, com a data de 1555 inscrita numa face, e números romanos quase totalmente ilegíveis nas restantes. O capitel serve de base a um tabuleiro circular e ao remate do pelourinho, que constava de cinco pináculos bojudos, quatro menores, dispostos em cruz e apoiados em pequenas mísulas sobressaindo do tabuleiro, e um central, de maiores dimensões. Dois dos pináculos pequenos encontram-se truncados.
A tipologia dos pelourinhos de tabuleiro é relativamente escassa, existindo alguns exemplos que melhor permitem entender exemplares como o de Valhelhas; a bandeja sustentando fogaréus encimava normalmente um grande ábaco, nos pelourinhos de bloco, como acontece no Prado (Vila Verde, Braga), representando a evolução da tradicional gaiola, rematada por um ou mais pináculos. Nos casos onde o tabuleiro da gaiola se torna no remate principal, este exibe geralmente colunelos (caso do pelourinho de Murça, Vila Real), evocações dos elementos estruturais da própria gaiola; no caso de Valhelhas, o tabuleiro sustenta directamente os pináculos do topo, como acontece em Fonte Arcada (Viseu). Esta é, no entanto, uma situação rara em pelourinhos quinhentistas, tornando algo dúbia a datação de 1555, aposta no capitel. SML

Imagens

Bibliografia

Título

Portugal antigo e moderno: diccionario geographico, estatistico, chorographico, heraldico, archeologico, historico, biographico e etymologico de todas as cidades, villas e freguezias de Portugal e de grande numero de aldeias...

Local

Lisboa

Data

1990

Autor(es)

PINHO LEAL, Augusto Soares d'Azevedo Barbosa de, FERREIRA, Pedro Augusto

Título

Tesouros Artísticos de Portugal

Local

Lisboa

Data

1976

Autor(es)

ALMEIDA, José António Ferreira de

Título

Pelourinhos das Beiras

Local

Lisboa

Data

1936

Autor(es)

CARDOSO, Nuno Catarino

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde