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Pelourinho de Cedovim - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Cedovim

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Cedovim(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Guarda / Vila Nova de Foz Côa / Cedovim

Endereço / Local

Praça do Município
Cedovim

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Cedovim, ou Cedaviz , teve primeiro foral em 1271, dado por D. Afonso III; nessa mesma centúria o território tinha já os limites actuais. D. Manuel outrogou-lhe foral novo em 1512. Foi um importante concelho, recebendo muitos privilégios da Coroa. A sua autonomia terminou em 1836, quando foi extinto e integrado em Freixo de Numão. Em 1853 passou definitivamente para Vila Nova de Foz Côa. A freguesia conserva ainda um pelourinho de gaiola, erguido no largo fronteiro aos edifícios da antiga Casa da Câmara, do tribunal e cadeia comarcã, e da capela de Nossa Senhora do Amparo.
O pelourinho levanta-se sobre plataforma de três degraus circulares de aresta, o térreo mais elevado, embora parcialmente embebido no terreno. A coluna assenta em base circular, semelhante a um quarto degrau, mas com rebordo. Eleva-se em fuste cilíndrico e liso, com secçáo ligeiramente decrescente em direcção ao topo. É constituída por dois troços, sendo o segundo muito mais pequeno, e unido ao anterior por meio de gatos de ferro; poderá ser o resultado de um restauro. O capitel é na verdade a base da gaiola do remate, assente em pequena moldura circular; nela pode ler-se a data de 1574. O corpo inferior da gaiola é composto por uma peça tronco-cilíndrica, ritmada por seis mísulas, de onde arrancam outros tantos colunelos cilíndricos, rematados por pináculos de secção quadrangular, com coroamento embolado. A cúpula assenta num colunelo liso central, e nos seis laterais. É um cone bastante alongado, rematado por um pequeno anel junto do topo, e por esfera armilar encimada por bandeirola de catavento.
Embora a tipologia do pelourinho pareca apontar para o período manuelino, e logo para o primeiro quartel do século XVI, a data nele inscrita deverá respeitar à sua construção. O talhe das peças, bem como alguns detalhes formais, não se enquadram na produção manuelina. É provável que a escolha de um modelo arcaizante, assim como a aposição da esfera armilar, emblema pessoal de D. Manuel, tenha simplesmente a intenção de celebrar o foral de 1512.
Sílvia Leite

Imagens

Bibliografia

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde