Saltar para o conteúdo principal da página

Penedo de granito insculturado conhecido por «Pedra do Cavalinho» - detalhe

Designação

Designação

Penedo de granito insculturado conhecido por «Pedra do Cavalinho»

Outras Designações / Pesquisas

Penedo de granito insculturado conhecido por Pedra do Cavalinho(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Arte Rupestre

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viana do Castelo / Ponte de Lima / Arcozelo

Endereço / Local

-- a 5 m a S do muro de suporte do adro da Capela de Santo Ovídio, no monte do mesmo nome
-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 28/82, DR, I Série, n.º 47, de 26-02-1982 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O território da Península Ibérica parece, de facto, assemelhar-se a um verdadeiro museu de Arte Pré-histórica ao ar livre, tal como o definiram alguns pensadores do início do século XX, numa altura em que as dúvidas oitocentistas relativas à sua autenticidade e atribuição cronológica pareciam dissipar-se de vez do horizonte das discussões mantidas entre as principais figuras da Arqueologia e Antropologia pré-históricas europeia. Pelo contrário, as primeiras décadas da nova centúria trouxeram uma profusão de trabalhos desenvolvidos nesta área, influenciados que estariam os investigadores ibéricos pelas análises percursoras do conhecido arqueólogo Henri-Édouard-Prosper Breuil (?-1961). Entre nós, foi a nomes tão marcantes dos estudos arqueológicos portugueses, como, entre outros, os de Eugène Jalhay (1891-1950), António Augusto Esteves Mendes Corrêa (1888-?) e Abel Viana (?-1964), que coube a missão de prospectar boa parte do Noroeste peninsular, identificando diversas estações arqueológicas, entre as quais sítios com gravuras e pinturas rupestres, inventariando-as e classificando-as no âmbito dos projectos de salvaguarda então traçados pelos organismos estatais vocacionados para a área patrimonial, dos quais sobressaía, sem dúvida, o arrolamento como a trave mestra.
Quanto às gravuras rupestres, propriamente ditas, passado que se encontrava o período glaciar, as comunidades pré-históricas terão privilegiado superfícies rochosas a céu aberto ou pequenos abrigos pouco profundos como material de suporte das suas gravuras, muitas vezes de forma isolada e de difícil acesso, como sucede tantas vezes nas estações do Noroeste peninsular, como no caso em epígrafe, denunciando, no fundo, um quotidiano de raiz mais sedentária.
Classificado em 1982 como "Imóvel de Interesse Público", o "Penedo de granito insculturado conhecido por Pedra do Cavalinho", localiza-se a sensivelmente cinco metros do muro de suporte do adro da capela de S.to Ovídio, no monte do mesmo nome.
Estamos, assim, em presença de uma gravura rupestre de motivo zoomórfico, constituída por um equídeo isolado, inserto na tipologia do grupo I, conhecido por Antigo ou Clássico, certamente por ser o que perdurou mais tempo e caracterizar de modo mais afirmativo a denominada "Arte do Noroeste Peninsular", que encerrará as especificidades geralmente atribuídas às gravuras "Galego-atlânticas", com uma distribuição geográfica predominantemente costeira. Embora os motivos prevalecentes neste grupo sejam os círculos simples e, sobretudo, concêntricos, surgem de igual modo elementos tão diversificados quanto meandros, linhas rectas e curvas e, ainda, zoomorfos, como no caso do equídeo presente no penedo em análise.
Cronologicamente enquadrado entre o Calcolítico e a Idade do Bronze, o petróglifo representa de modo esquemático um cavalo e um cavaleiro, provavelmente obtidos com um percutor de pedra ou com metal.
[AMartins]

Bibliografia

Título

Arte Rupestre pós-glaciária. Esquematismo e abstração, História da Arte em Portugal

Local

Lisboa

Data

1986

Autor(es)

BAPTISTA, António Martinho