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Propriedade designada por Quinta do Engenho Novo - detalhe

Designação

Designação

Propriedade designada por Quinta do Engenho Novo

Outras Designações / Pesquisas

Casa da Quinta do Engenho Novo / Museu do Papel de Terras de Santa Maria / Parque Municipal / Casa da Quinta do Engenho Novo / Parque Municipal / Museu do Papel de Terras de Santa Maria (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Quinta

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Aveiro / Santa Maria da Feira / Paços de Brandão

Endereço / Local

Lugar do Engenho Novo (Parque - Vila de Santa Maria de Lamas)
Paços de Brandão

Número de Polícia: 820

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 516/71, DG, I Série, n.º 274, de 22-11-1971 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O Engenho Novo, nome pelo qual é conhecida a primeira fábrica de papel existente em Paços de Bradão, foi fundado em 1795 pelo Padre José Pinto de Almeida, datando o Alvará régio outorgado por D. Maria I de 8 de Maio de 1797. A sua modernidade e actualidade técnicas manifestaram grande influência sobre as outras fábricas posteriormente criadas, tendo-se mantido em funcionamento até 11 de Agosto de 1958, dia em que foi vítima de um violente incêndio responsável pela destruição das suas instalações.
A casa foi construída, ao que tudo indica, no século XIX. De planta rectangular, desenvolve-se em três pisos, e apresenta fachada principal aberta por uma sucessão de vãos, em simetria. No piso térreo duas janelas e dois óculos enquadram a entrada principal que é sobrepujada por um brasão de armas não identificado. No piso intermédio apenas se abrem janelas quadradas e no superior duas janelas flanqueiam as três portas centrais que formam sacada única. Os restantes alçados pautam-se pela mesma depuração.
Fazia parte do programa original um pequeno jardim romântico, com uma fonte central, da qual resta uma bacia, e uma fonte com espaldar. A propriedade, com a sua luxuriante vegetação, foi convertida em Parque Municipal depois da Câmara ter adquirido os terrenos e a fábrica para aqui instalar um dos núcleos do Museu do Papel. Na verdade, o Município da Feira comprou, em 1992, três unidades fabris - a fábrica Custódio Pais, o Engenho Novo e a fábrica dos Azevedos - com o objectivo de salvaguardar o património industrial da região, que se encontrava em risco de desagregação. O núcleo museológico central ficou sediado na fábrica Custódio Pais, cuja recuperação teve início em 1998, após um aturado trabalho de investigação. As restantes duas fábricas foram constituídas como pólos complementares.
(RC)

Imagens