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Pelourinho de Penha Garcia - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Penha Garcia

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Penha Garcia (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Castelo Branco / Idanha-a-Nova / Penha Garcia

Endereço / Local

Largo da Praça
Penha Garcia

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A povoação realenga de Penha Garcia recebeu primeiro foral de D. Afonso III, dado em 1256, seguindo o modelo de Penamacor. Em 1303, D. Dinis fez doação da mesma à Ordem do Templo, por cuja extinção passou a constituir comenda da Ordem de Cristo. Teve foral novo, dado por D. Manuel, em 1510. Foi sede de concelho até 1836, data na qual foi integrada em Idanha-a-Nova, da qual é actual freguesia. Conserva ainda um pelourinho, bastante tardio em relação aos forais, visto ter sido erguido em 1557 - 1558, no reinado de D. Sebastião.
O pelourinho ergue-se na praça central da freguesia, sobre plataforma de quatro degraus quadrangulares de aresta, ficando os dois primeiros parcialmente enterrados, de forma a vencer o acentuado desnível do pavimento. A coluna assenta directamente no último degrau, sendo composta por um fuste cilíndrico e liso, rematado por fino astrágalo, e coroado por capitel fantasiado, com troço inferior liso, encimado por volutas jónicas. No capitel destacam-se dois escudos de tipo francês, um deles régio, com a inscrição R SEBASTIAO I, e outro decorado com cinco flores-de-lis, e ainda uma legenda, onde se lê VARIATES . ESTEVÃO . SIMÃO, e E . DÕS . FRZ. O topo do capitel forma um tabuleiro, onde assenta o remate. Este é constituído por uma torrinha cilíndrica, terminada em pináculo formado por três troncos cónicos decrescentes, sobrepostos. Aqui se crava a grimpa, em ferro, com uma esfera armilar esquemática, uma cruz, e vestígios de uma bandeirola de catavento.
As inscrições do capitel referem-se ao reinado de D. Sebastião I, quando o monumento terá sido construído, e aos seus autores, Estêvão Simão e Domingos Fernandez (ou Fernandes). A expressão variates, colocada antes dos seus nomes, poderá ainda indicar que o monumento foi alterado, caso em que os nomes citados seriam talvez não dos escultores originais, mas sim daqueles que lhe introduziram as eventuais alterações.
Sílvia Leite

Imagens

Bibliografia

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde