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Pelourinho de Salvaterra do Extremo - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Salvaterra do Extremo

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Salvaterra do Extremo (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Castelo Branco / Idanha-a-Nova / Monfortinho e Salvaterra do Extremo

Endereço / Local

Largo da Praça
Salvaterra do Extremo

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O concelho de Salvaterra foi criado em 1229, por D. Sancho II, e o seu castelo terá sido erguido no reinado de D. Afonso III, e muito intervencionado por acção de D. Dinis, em 1290. A vila recebeu foral novo de D. Manuel, em 1510, com a designação de Salvaterra da Beira. O concelho foi extinto em 1855, e integrado em Idanha-a-Nova, do qual é actual freguesia. Conserva o pelourinho quinhentista, erguido na praça central da povoação, junto de uma torre sineira e da antiga Casa da Câmara, ambas de raiz igualmente quinhentista. Assenta em plataforma de factura recente, datada de uma intervenção de meados do século XX.
Sobre soco moderno, de três degraus quadangulares de aresta, assenta o conjunto da base, coluna, capitel e remate, de clara tipologia manuelina. A base da coluna é oitavada, de faces ligeiramente côncavas, e decoradas com pequena rosetas. Nela encaixa o fuste, liso e de secção octogonal, encimado por capitel oitavado, molduras salientes na zona inferior e no topo. As faces do capitel são decoradas com rosetas e botões lisos. O remate é constituído por um prisma oitavado de boas dimensões, cujas faces alternadas apresentam relevos heráldicos, nomeadamente um escudo nacional coroado, uma esfera armilar, uma cruz da Ordem de Cristo, e possivelmente uma cruz da Ordem de Aviz. O pelourinho é finalmente coroado por pirâmide oitavada de topo truncado, com faces ornadas de séries verticais de três botões, de tamanhos decrescentes.
De realçar a presença do conjunto da heráldica manuelina tradicional, nomeadamente o escudo das quinas, a esfera armilar, símbolo pessoal de D. Manuel, a cruz da Ordem de Cristo, da qual Salvaterra do Extremo foi comenda. Por curiosidade, apontamos ainda a tradição local que afirma ter sido este monumento inspirado no ceptro do monarca (E. B. de Ataíde MALAFAIA, 1997). SML

Imagens

Bibliografia

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde

Título

Beira Baixa. A memória e o olhar

Local

Lisboa

Data

1993

Autor(es)

MARCELO, M. Lopes