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Pelourinho de São Lourenço do Bairro - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de São Lourenço do Bairro

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de São Lourenço do Bairro (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Aveiro / Anadia / São Lourenço do Bairro

Endereço / Local

Largo do Pelourinho
São Lourenço do Bairro

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A primeira referência conhecida a São Lourenço do Bairro é bem anterior à nacionalidade, datando de 883, quando D. Afonso III e D. Ximena, monarcas de Leão, fazem doação deste território ao bispo de Coimbra, D. Sisnando. Esta doação é confirmada em 1112, na pessoa do então bispo D. Crescónio, e dos cónegos de Santiago da cidade. É suposto ter recebido foral de D. Afonso III, em 1255, embora tal não esteja confirmado, nem pareça provável. O foral veio finalmente com D. Manuel, em 1514, criando um concelho que se manteria até 1835. À data do foral manuelino, o novo concelho pertencia ao senhorio de D. Pedro de Castro, 3º conde de Monsanto. Foi autónomo até 1853, data em que foi integrado no concelho de Anadia.
O pelourinho de São Lourenço terá sido construído na sequência do foral manuelino, embora se possa prolongar a sua cronologia durante a primeira metade do século XVI, como se depreende da análise tipológica do monumento. Levantado diante dos antigos Paços do Concelho e cadeia comarcã, sofreu diversos acidentes e subsequentes reconstruções, sendo a primeira conhecida aquela que refere Nogueira Goncalves no Inventário Artístico de Portugal; segundo o autor, "o pelourinho foi reerguido em frente dos antigos paços do concelho no meado do decénio de 40, aproveitando os fragmentos da antiga coluna" (António Nogueira GONCALVES, 1959, p. 89). Desta forma, depreende-se que do original restaria apenas a citada coluna, sendo de factura moderna os restantes elementos, incluindo a base. Mais tarde, em 1985, um camião derruba novamente o conjunto, que é reerguido apenas para ser mais uma vez deitado por terra. Em 1989, no local resta apenas a plataforma e a base da coluna. Por fim, em 1993 a Junta de Freguesia local procede à colocação de uma réplica, supostamente rigorosa, do monumento quinhentista. As pedras originais haviam sido recolhidas pela mesma entidade em 1990.
O pelourinho é constituído por um soco de quatro degraus quadrangulares, de rebordo, sobre o qual se ergue o conjunto da base, coluna e remate. A coluna assenta numa peça quadrangular com o rebordo superior moldurado, encimada por plinto. O fuste, cilíndrico e liso, possui base circular encimada por bocel, e é decorado a curta distância do topo e da base por duas finas molduras em meia-cana. Logo abaixo da moldura superior está um escudo com as armas nacionais, apontado. Nele assenta por sua vez o remate, composto por uma peça tronco-piramidal truncada, saliente, com rebordo superior, encimada por uma pinha sobre pequeno pedestal.
Uma fotografia do monumento levantado na década de quarenta, ainda integrando o fuste original, e reproduzida na obra acima citada, revela que este seria mais alto que o actual. A análise do pelourinho, quer de acordo com a reconstrução moderna, quer com base na fotografia indicada, revela tratar-se de obra da primeira renascença, cuja simplicidade clássica lhe confere alguma elegância. SML

Imagens

Bibliografia

Título

Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Aveiro

Local

Lisboa

Data

1959

Autor(es)

GONCALVES, António Nogueira

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde