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Estação da Mala-Posta do Curval - detalhe

Designação

Designação

Estação da Mala-Posta do Curval

Outras Designações / Pesquisas

Estação da Malaposta do Curval / Estação de Malaposta do Curval (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Estação de Malaposta

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Aveiro / Oliveira de Azeméis / Pinheiro da Bemposta, Travanca e Palmaz

Endereço / Local

Largo do Curval
Curval

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 45/93, DR, I Série-B, n.º 280, de 30-11-1993 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Tal como as 23 estações de muda de cavalos existentes na ligação entre Lisboa e o Porto, também o edifício da mala-posta de Curval se desenvolve numa planta em U, que aqui é fechado por um muro baixo com um portão central. As fachadas dos volumes avançados são rasgadas por janelões em arco de volta perfeita, forma que se repete nos vãos das fachadas abertas para o pátio central. O frontispício do corpo recuado é marcado por um portal ladeado por duas janelas semicirculares.
A distribuição do espaço era feita, habitualmente, da seguinte forma: os corpos laterais eram destinados às cozinhas do feitor e tratador, à esquerda, e a palheiros e arrumos para arreios à direita; reservando-se o corpo mais alongado para cavalariça. Este projecto, comum a quase todas as estações, teve como modelo a estação de Casal dos Carreiros, o primeiro edifício a ser seriamente estudado e pensado para o efeito, privilegiando uma vertente muito funcional.
O estabelecimento de carreiras diárias entre Lisboa e o Porto em diligências conheceu os seus primeiros contornos em 1852, mas enfrentou desde logo inúmeros problemas, entre os quais o pouco interesse dos privados na exploração deste serviço e, principalmente, a falta de estradas em condições de assegurar eficazmente a ligação entre as duas cidades. A uma certa desarticulação e à falta de um plano abrangente, sucedeu uma outra fase, a partir de 1852, marcada pela figura de Fontes Pereira de Melo à frente do Ministério das Obras Públicas. Foi este ministro que concebeu um projecto consertado para a implantação da mala-posta, inaugurando uma nova fase nas comunicações que a partir desta data abandonaram definitivamente os correios a pé ou a cavalo para adoptar as diligências, que permitiam, simultaneamente, o transporte de passageiros.
A construção da estrada que, numa primeira fase apenas ligava o Carregado (as pessoas vinham de Lisboa no vapor) a Coimbra, teve início de imediato, e em 1854 os carros percorriam esta distância em 23 horas. Só entre 1857 e 1859 ficou concluído o troço até Vila Nova de Gaia, incluindo-se nesta área as estações do distrito de Aveiro, nomeadamente, a estação do Curval. Era a 19ª, onde se chegava na noite do segundo dia de viagem, e servia apenas para mudar os cavalos.
(Rosário Carvalho)

Bibliografia

Título

A Mala-Posta em Portugal

Local

Lisboa

Data

1946

Autor(es)

FERREIRA, Godofredo