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Pelourinho de Miranda do Corvo - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Miranda do Corvo

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Miranda do Corvo (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Coimbra / Miranda do Corvo / Miranda do Corvo

Endereço / Local

Praça José Falcão (Edifício dos Paços do Concelho)
Miranda do Corvo

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O pelourinho de Miranda do Corvo encontra-se presentemente instalado no átrio do edifício dos Paços do Concelho. É um exemplar curioso, de datação mais complexa, mas quase seguramente atribuível ao primeiro quartel do século XVI, após a outorga de Foral Novo à vila por D. Manuel, em 1514. Erguia-se originalmente junto à antiga Casa da Câmara, actual Feira da Sardinha. É talhado em pedra de ançã, e consta de base, coluna, capitel e remate, sem soco nem grimpa. A base é de planta quadrada com arestas superiores chanfradas, e nela assenta uma coluna de fuste oitavado, de faces lisas, constituído por uma peça única cingida por vários aneis: dois rematam os extremos do fuste, na base e no topo, outros dois sucedem-se a cerca de quinze centímetros dos primeiros, e um ultimo cinge a coluna a meio da altura. Sobre esta fica o capitel, lavrado com singela folhagem estilizada nos ângulos, e rematado por ábaco quadrado. O original remate é constituído por um paralelipípedo ao alto, lavrado nas quatro faces, com as armas reais (escudo de Portugal coroado), a esfera armilar, emblema pessoal do Venturoso, a cruz da Ordem de Cristo, e um busto humano relevado enquadrado por uma janela rasgada em arco redondo sobre colunelos lisos.
Este último bloco é obra de concepção e tratamento renascentista, increvendo-se a sua conjugação com a coluna tardo-gótica na habitual tipologia manuelina. O busto, com cabelo por baixo das orelhas e pontas reviradas, tem sido associado a uma lenda local, que afirma tratar-se de uma donzela enamorada por um cavaleiro inimigo, contemplando sem esperança o horizonte, desde a sua portada. O busto, que na verdade parece ser masculino, acabou por figurar no selo e no escudo das armas do concelho. SML

Imagens

Bibliografia

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde