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Cruzeiro de São Francisco de Estremoz - detalhe

Designação

Designação

Cruzeiro de São Francisco de Estremoz

Outras Designações / Pesquisas

Cruzeiro de São Francisco de Estremoz(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Cruzeiro

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Évora / Estremoz / Estremoz (Santa Maria e Santo André)

Endereço / Local

Largo dos Combatentes da Grande Guerra
Estremoz

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 42 007, DG, I Série, n.º 265, de 6-12-1958 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A rematar o adro da Igreja de São Francisco de Estremoz, nos limites do lajeado fronteiro à fachada do templo, e a eixo com a portada principal, ergue-se um cruzeiro de feição híbrida, composto por elementos estilistica e cronologicamente díspares. Consta de um soco composto por dois degraus octogonais de tipologia quinhentista, o térreo praticamente embutido na calçada, e o superior na continuidade do adro sobrelevado, sustentando um pedestal composto por base hexagonal e uma grande urna barroca. Sobre este pedestal levanta-se o fuste, datável de inícios de Quinhentos, justificando a habitual descrição do cruzeiro como obra manuelina. Trata-se de um elegante fuste espiralado, constituído por feixe de três colunelos torsos, terminado por um capitel arcaizante, decorado com folhagem estilizada tratada de forma algo dura. Sobre o capitel foi colocada uma cruz latina com braços rematados em trevo, novamente de tipologia mais moderna que o fuste. O conjunto, em mármore branco de Estremoz, é nitidamente um aproveitamento de peças de diversas origens, montado talvez no século XVII, quando o templo sofreu grandes obras, englobando a reconstrução da fachada e o lajeado do adro, este colocado entre 1734 e 1783 (Túlio ESPANCA, 1975, p. 116). É provável que parte do cruzeiro original se tenha perdido então, obrigando a esta reconstrução não particularmente feliz. SML

Bibliografia

Título

Inventário Artístico de Portugal - vol. VIII (Distrito de Évora, Zona Norte, volume I)

Local

Lisboa

Data

1975

Autor(es)

ESPANCA, Túlio