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Antigo cemitério da colónia judaica de Faro - detalhe

Designação

Designação

Antigo cemitério da colónia judaica de Faro

Outras Designações / Pesquisas

Cemitério da Colónia Judaica de Faro / Cemitério Israelita de Faro / Museu Israelita(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Cemitério

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Faro / Faro / Faro (Sé e São Pedro)

Endereço / Local

Estrada da Penha, junto ao Estádio de São Luís
Faro

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 95/78, DR, I Série, n.º 210, de 12-09-1978 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O cemitério Israelita de Faro é o único vestígio da próspera comunidade judaica aqui estabelecida nos princípios do século XIX. Conhecida por Pequena Jerusalém, compunha-se de sessenta famílias. Tinham duas sinagogas, que não chegaram até nós. O terreno onde se instalou o cemitério foi comprado, em 1851, por Joseph Sicsu, o Cantor, Moses Sequerra e Samuel Amram. À entrada, por cima do portal, está a data de 5638, correspondente à data cristã de 1887, que terá sido aí colocada aquando da construção do muro envolvente. O cemitério está pavimentado com calçada portuguesa e tem duas grandes árvores. Tem também uma talhara (casa) onde os corpos são lavados e onde se reza. O cemitério foi abandonado aquando do desaparecimento da comunidade israelita, por um lado devido à migração dos jovens, por outro, com a morte dos idosos. Em 1980, as sepulturas foram inventariadas e as inscrições traduzidas por elementos da Comunidade Israelita de Lisboa. Em 1984, nasce a fundação Faro Cemetry Restoration Fund inc. que promove o restauro do cemitério. A cerimónia de reconsagração teve lugar a 16 de Maio de 1993, tendo estado presente o Presidente da República Portuguesa. O Dr. Mário Soares plantou, então, simbolicamente, a primeira das dezoito árvores fronteiras ao frontispício, em honra do Dr. Aristides de Sousa Mendes, cônsul em Bordéus, em 1940, que salvou a vida de centenas de judeus ao emitir-hes vistos transitórios para saírem da Europa e deste modo fugirem dos nazis. O cemitério foi utilizado, aproximadamente, durante um século, tendo como datas limites do primeiro e do último enterramento 1838 e 1932. Na lápide mais antiga pode ler-se: "Pedra sepulcral - de um verdadeiro sábio, louvado em Israel, nascido de sábios - Rabi Joseph Toledano. Morreu na sexta-feira 12 de Adar 5598. Que a sua alma se una à porção da vida". (Ralf Pinto, Cemitério Israelita de Faro e Museu, 1838-1932 : 5598-5692, Edição da Câmara Municipal de Faro, 1997)

Imagens

Bibliografia

Título

Faro. Edificações Notáveis

Local

Faro

Data

1995

Autor(es)

LAMEIRA, Francisco