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Torre de Coreixas, outrora denominada «Torre de Durigo» - detalhe

Designação

Designação

Torre de Coreixas, outrora denominada «Torre de Durigo»

Outras Designações / Pesquisas

Torre de Coreixas / Torre de Durigo(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Militar / Torre

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Porto / Penafiel / Irivo

Endereço / Local

- -
Coreixas

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Solar da família Brandão, detentora dos morgados de Coreixas e de Peroselo, a torre senhorial de Durigo (como também é conhecida) é uma obra do final da Idade Média, muito possivelmente do século XV. A sua configuração, no entanto, parece apontar para uma construção primitiva anterior, testemunhada na aparente irregularidade de algumas fiadas inferiores do aparelho, mas esta é uma perspectiva que só poderá ser confirmada, ou rejeitada, depois de efectuado um rigoroso estudo do monumento.
De planta quadrangular, compõe-se de três registos, marcados exteriormente no alçado Sudoeste, o principal. Assim, no piso térreo e ao centro do alçado, abre-se uma porta de acesso ao interior, de arco ligeiramente abatido, antecedida por um pequeno lanço de escadas; o segundo andar é marcado axialmente por uma janela quadrangular em guilhotina. Esta é a parte mais adulterada da fachada, apresentando numerosos silhares salientes e outros dispostos irregularmente, parecendo que, na origem, a janela teria sido maior ou, em alternativa, teria existido no seu lugar uma varanda. O terceiro piso contém uma janela de arco apontado, solução que se repete nas restantes fachadas, fazendo crer tratar-se de uma sala única, profusamente iluminada, destinada a ser o andar nobre do conjunto senhorial. O monumento é encimado, a toda a sua volta, por uma linha de ameias de perfil prismático e integrava, nos ângulos, gárgulas, algumas já infelizmente desaparecidas.
Nos séculos seguintes, registaram-se muitas transformações na torre e na quinta, sucedendo-se as empreitadas construtivas que, apesar de terem afectado parcialmente a torre quatrocentista (entaipando alguns vãos, substituindo portas por janelas e alterando sistematicamente os soalhos e a organização interior), mantiveram-na como centro simbólico e funcional dos espaços.
Adossada à fachada Sudeste, existe um corpo moderno, de planta rectangular e organizado em dois andares, de difícil datação, mas que poderá corresponder ao século XIX, altura em que a propriedade passou para a posse da família Balsemão. Trata-se de uma construção organizada em duas funcionalidades distintas, a primeira de serviços e de apoio à quinta (piso térreo) e a segunda correspondente ao andar nobre, com escadaria que torna independente do registo inferior o acesso, e janelas de guilhotina de cuidada feição, harmoniosamente abertas no alçado. A partir deste nível, abriu-se uma passagem para o segundo piso da torre, através de um arco de feição moderna.
Para além deste corpo, outras transformações ocorreram na propriedade. Do lado oposto, adossou-se ao ângulo da torre uma capela de nave única, cuja fachada principal pretendeu repetir o modelo da estrutura medieval, ao recorrer a uma janela de arco quebrado com grelha de madeira e a ameias a encimar a empena. Por outro lado, no prolongamento do alçado da torre edificou-se um muro de delimitação da propriedade, com arco de volta perfeita de aduelas caneladas, sobrepujado por tímpano de perfil trapezoidal e encimado por pináculo axial. E diante da fachada principal do conjunto habitacional construiu-se um espaço ajardinado, à maneira de claustro, com fonte central.
Desde a origem até à actualidade, a torre permaneceu na posse de privados, facto que, se por um lado tem motivado a conservação e manutenção da propriedade, por outro tem favorecido as constantes reformas e adulterações das estruturas originais. Torre senhorial comum a tantas outras levantadas no Norte do país durante a Baixa Idade Média, a torre das Coreixas necessita, ainda, de um estudo específico que permita concluir sobre as diversas fases construtivas, sobre a marcha dos proprietários e suas encomendas e, inevitavelmente, sobre a real ocupação do lugar ao longo da História.
PAF

Bibliografia

Título

Portugal antigo e moderno: diccionario geographico, estatistico, chorographico, heraldico, archeologico, historico, biographico e etymologico de todas as cidades, villas e freguezias de Portugal e de grande numero de aldeias...

Local

Lisboa

Data

1990

Autor(es)

PINHO LEAL, Augusto Soares d'Azevedo Barbosa de, FERREIRA, Pedro Augusto

Título

História da Arte em Portugal - o Gótico

Local

Lisboa

Data

2002

Autor(es)

ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de, BARROCA, Mário Jorge

Título

A terra de Penafiel

Local

Porto

Data

1943

Autor(es)

AGUIAR, José Monteiro de

Título

A família dos Brandões e as suas torres em terras de Penafiel, Terras de Penafiel, nº1, pp.

Local

Penafiel

Data

1937

Autor(es)

MIRANDA, Abílio