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Castro do Couto de Ouro - detalhe

Designação

Designação

Castro do Couto de Ouro

Outras Designações / Pesquisas

Alto da Cidade
Curral das Éguas
Castro de Romarigãe s
Cividade de Romarigães / Castro do Couto de Ouro / Castro de Romarigães(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Povoado Fortificado

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viana do Castelo / Paredes de Coura / Romarigães

Endereço / Local

-- -
-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 26-A/92, DR, I Série-B, n.º 126, de 1-06-1992 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Localizado no topo do monte do Couto do Ouro, que lhe deu nome, o "Castro do Coto de Ouro" foi erguido na Idade do Ferro, no contexto da denominada "cultura castreja", ainda que de maneira pouco elevada, mas numa zona particularmente favorável à sobrevivência das comunidades que o escolheram e fruíram, por se encontrar próximo de recursos naturais tão essenciais, quanto a boa qualidade dos solos agricultáveis e matérias primas, como o barro, a pedra e o metal.
As campanhas arqueológicas conduzidas no sítio durante os anos noventa do século passado permitiram exumar e recolher uma série de dados essenciais ao entendimento da sua estruturação primeva.
Estamos, assim, perante um povoado de planta sensivelmente oval, dotado de um sistema defensivo constituído por duas linhas de muralha reforçadas a Norte por um fosso escavado no afloramento, a par de um provável "torreão" de vigia, predominantemente edificados com terra, uma características única na região, conferindo-lhe uma singularidade (quase) absoluta. Quanto às habituais estruturas de funcionalidade doméstica, de planta circular, com ou sem vestíbulo lajeado, elas foram encontradas, como é característico deste tipo de povoado, no recinto delimitado pelo troço de muralha interno, tendo sido, neste caso, construídas em granito e xisto.
O material recolhido no local é bastante específico desta tipologia e cronologia de povoados, pois, a par de cerâmicas atribuíveis à II Idade do Ferro, encontrou-se uma fíbula, tipo "Santa Luzia", e fragmentos de mó, além de uma pedra com pingos de metal, o que poderá apontar para a existência de uma prática metalúrgica no povoado, ainda que não tenham sido descobertos outros elementos que a pudessem confirmar em definitivo.
Relativamente a uma eventual reocupação do local durante o período de romanização do Noroeste peninsular, como é amiúde registado noutros povoados de altura da região, não foram assinalados até ao momento vestígios materiais que a corroborem. Não obstante, passa uma via romana na base do castro, o que poderá ter acelerado o processo de abandono do local, ao mesmo tempo que a recolha de material para a sua construção.
[AMartins]

Bibliografia

Título

Carta Arqueológica do concelho de Paredes de Coura - uma perspectiva de arqueologia espacial, Actas do 1º Congresso de Arqueologia Peninsular

Local

Porto

Data

1994

Autor(es)

SILVA, Maria de Fátima Matos

Título

Estudo, conservação, restauro, dinamização e divulgação do povoamento castrejo da Bacia Superior do Rio Coura: primeiros resultados, Actas do 1.º Congresso de Arqueologia Peninsular

Local

Porto

Data

1994

Autor(es)

SILVA, Maria de Fátima Matos

Título

Campo internacional de arqueologia estuda Cividades de Romarigães e Cossourado, Boletim Municipal de Paredes de Coura

Local

Paredes de Coura

Data

1996

Autor(es)

SILVA, Carlos Alberto Gouveia da