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Pelourinho de Rossão - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Rossão

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Roção / Pelourinho de Rossão(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / Castro Daire / Gosende

Endereço / Local

-- -
Rossão

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A antiquíssima povoação de Roção (ou Rossão) estava despovoada quando foi integrada no julgado e paróquia de S. Martinho de Mouros pelo rei leonês D. Fernando Magno, em meados do século XI, e assim permanecia no segundo quartel do século XII, quando a doou ao seu aio D. Egas Moniz, tenente de Lamego, juntamente com seis outras vilas rurais, constituídas em honras. Após a morte deste, parte do território de Roção passou para a Coroa, e outra parte para D. Múnio ou Mónio Ermiges, abade do mosteiro de Paço de Sousa, e neto de Egas Moniz. D. Afonso Henriques entregou a sua parte, em 1155, ao mosteiro de Salzedas, que veio a comprar a outra em 1172. As honras passaram a constituir um único município, que no segundo quartel do séc. XIV se uniu ao julgado de Britiande, recebendo o raro e privilegiado estatuo de beetria, terra à qual era concedido o direito de eleger os seus próprios regedores. O último destes foi Martim Vasques da Cunha, alcaide de Trancoso, que se passou para Castela em 1395. D. João I confiscou então todos os seus bens, incluindo as beetrias de Britiande, que se dispersaram: algumas foram integradas em concelhos vizinhos, outras permaneceram nas mesmas circunstâncias, e outras ainda, como Roção, formaram concelhos por si, ainda que sem foral atribuído. O pequeno concelho de Roção foi extinto em 1834, e anexado às vizinhas freguesias de Gosende e Campo Benfeito, constituindo uma só freguesia integrada em Castro Daire.
O lugar de Roção conserva ainda parte de um singelo pelourinho, que em tempos terá sido o símbolo da antiga autonomia local. Ergue-se num quintal particular cercado por muro, entre casebres muito rústicos. Assenta numa base circular muito desgastada, semelhante a uma mó de moinho, à qual se fixa por meio de um espigão que a atravessa e se enterra no solo. O pelourinho é constituído apenas por uma coluna, com fuste de secção octogonal resultante do chanframento dos ângulos de um pilar quadrangular, que conserva esta secção na base e topo. Deste eleva-se um ferro grosso e alto, moderno, que já serviu de antena de rádio e pau de bandeira (E. B. de Ataíde MALAFAIA, 1997, p. 345).
Outros pelourinhos no concelho, e particularmente no distrito de Viseu, apresentam colunas semelhantes, inclusivamente pela sua singeleza e carácter rude, presumindo-se que a maioria date do século XVII. Destaca-se o de Campo Benfeito, por ser localidade vizinha, que tem inscrita no remate a data de 1731, sendo portanto ainda mais tardio. Desta forma, não podemos defender que o pelourinho de Roção seja um exemplar dos séculos XV ou XVI, como por vezes se encontra referido. SML

Imagens

Bibliografia

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde