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Ponte de Piscais, sobre o rio Corgo - detalhe

Designação

Designação

Ponte de Piscais, sobre o rio Corgo

Outras Designações / Pesquisas

Ponte de Piscais sobre o Rio Corgo(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Ponte

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Vila Real / Vila Real / Mouçós e Lamares

Endereço / Local

C.M. n.º 1240, da E.N. n.º 2
Lugar de Piscais

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A denominada "Ponte de Piscais", de origem romana, ergue-se sobre o rio Corgo, nos arredores de Vila Real.
Após o término da guerra despontada no século I a. C., o território peninsular integrante da realidade político-cultural do Império Romano pôde, por fim, considerar-se pacificado, permitindo o florescimento dos principais núcleos habitacionais, ao mesmo tempo que o desenvolvimento económico das suas diversas regiões. Encontrada a paz, houve tempo para executar uma série de projectos arquitectónicos consubstanciadora do modus vivendi imposto e seguido por Roma.
Como parte essencial de toda esta concepção, a área do actual concelho de Vila Real assistiria a um empreendimento construtivo verdadeiramente extraordinário na sua História, sendo que alguns vestígios dos seus exemplares ainda se visionavam no século XVI, mesmo que reutilizados nos panos de muralha da cidade, no âmbito de uma prática assaz ancestral, tal como antiga era a exumação frequente, por parte de agricultores locais, de variados elementos estruturais de origem romana.
Esta valorização fez-se, sobretudo, sentir após o Édito publicado durante o Império - 69-79 d. C. - de Tito Flávio Vespasiano (9 a. C.-79 d. C.), que concedera a diversas cidades hispânicas a cidadania romana per honorem , por força do direito latino, o que, por si só, seria um bom indicador da existência de uma certa vivência urbana, decerto originada e reforçada pela presença de militares romanos. E, na verdade, terão sido vários os legionários que, cessado o serviço militar, se estabeleceram em terras lusitanas, mandando edificar sumptuosas e prósperas villae.
Foi nesta altura que se observou uma acentuada prosperidade nos meios de produção primários, a par de um notório florescimento comercial, naturalmente acompanhado de uma série de melhoramentos operada nos principais sistemas viários do amplo território ibérico, cujo domínio se tornava absolutamente imprescindível ao sucesso da romanização dos seus vastos termos, num processo que atingiria o seu auge durante o Império de Marco Úlpio Nerva Trajano (53 a. C.-117 a. C.).- 98 - 117 -, o primeiro peninsular a ocupar o trono imperial romano. Datará, de facto, desta época o incremento observado na via que passava nas imediações de Panóias, da qual faria parte a ponte construída sobre o rio Corgo.
Tendo sido objecto de uma remodelação em plena era filipina, no século XVII, a ponte estabelece actualmente a ligação entre o termo de Ponte, na freguesia de Mouçós, e a aldeia de Flores, pertencente a Borbela. Situada numa área rural, onde o rio possui margens baixas ladeadas de campos agrícolas delimitados por muros e algumas residências, o imóvel possui quatro arcos de volta perfeita de dimensão variável e três talha mares de contorno triangular, para além de quebra rios rectangulares a montante. Quanto ao tabuleiro, ele apresenta-se ligeiramente inclinado, lajeado e com guardas de cantaria granítica.
[AMartins]

Imagens

Bibliografia

Título

Pontes Antigas Classificadas

Local

Lisboa

Data

1998

Autor(es)

RIBEIRO, Aníbal Soares

Título

Guia de Portugal, Trás-os-Montes e Alto Douro, I - Vila Real, Chaves e Barroso

Local

Lisboa

Data

-

Autor(es)

-