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Pelourinho de Almada - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Almada

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Almada(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Setúbal / Almada / Caparica e Trafaria

Endereço / Local

-- fragmentos nos Serviços de Arqueologia da Divisão de Museus e Património Municipal
Olho de Boi

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Em 9-07-2014 foi solicitada à CM de Almada informação sobre a eventual intenção de reconstruir o pelourinho no seu primitivo local, de forma a respeitar o previsto no art.º 4.º do Decreto-Lei n.º 23 122, de 11-10-1933, ou se os dois fragmentos irão continuar musealizados, caso em que se ponderará a sua desclassificação
Em 28-05-2014 a CM de Almada informou que os dois fragmentos localizados do Pelourinho de Almada a parte superior - uma bola torsa - e a coluna, em brecha da Arrábida) se encontram em depósito nos Serviços de Arqueologia da Divisão de Museus e património Municipal
Em 8-12-2008 foi solicitada à CM de Almada informação sobre a localização dos fragmentos existentes
Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Almada possui uma longa e atribulada história. Conquistada por D. Afonso Henriques em 1147, juntamente com Lisboa e com Palmela, a cidade viveu sempre uma relação de extrema proximidade com a capital, facto bem testemunhado pelo primeiro documento de foral passado por Afonso Henriques, em 1170, à comunidade de mouros forros (posteriormente confirmado por D. Afonso II em Dezembro de 1217). Em 1190, D. Sancho I doou-a aos cavaleiros da Ordem de Santiago, principais detentores das zonas a Sul do Tejo actualmente inseridas na Península de Setúbal. Data dessa altura o seu foral, destinado a organizar minimamente a vida social e económica da região. Nos séculos seguintes, Almada prosperou a ponto de D. Dinis a desafectar aos espatários, por troca com as vilas de Almodôvar, Ourique e Aljezur, e integrá-la na coroa, facto que ocorreu em 1297.
O pelourinho da vila não teve origem na Baixa Idade Média, mas sim nos princípios do século XVI, altura em que todo o país foi objecto de um amplo movimento de reforma concelhia. A 1 de Junho de 1513, D. Manuel passou foral novo à vila, renovando, desta forma, o estatuto concelhio da localidade.
Subsistem muitas dúvidas a respeito da localização exacta desse pelourinho quinhentista. De acordo com um documento referido por Raúl Pereira de Sousa, ele situava-se nas traseiras da Igreja de Santiago, junto ao local onde, pelo século XV, se reunia habitualmente a vereação municipal (SILVA, 1999, p.30). Terá sido esta a zona escolhida pelo poder quinhentista para implantar o pelourinho, correspondendo, no fundo, à secção urbana nova e em expansão ainda por essa altura.
Durante séculos, este monumento foi o mais importante símbolo do estatuto concelhio de Almada, chegando a transitar, em época desconhecida, para a frente dos Paços do Concelho. Todavia, a sua história teve um quase-final trágico. Destruído em 1868, dele apenas se conservam duas peças, actualmente em depósito no convento de Santo António dos Capuchos, da Caparica. Uma delas foi resgatada dos alicerces do coreto do Jardim do Castelo, o que prova que, após a sua destruição, ele foi segmentado e aproveitado para outras edificações (IDEM, p.30).
Estes fragmentos, que pertenceram ao fuste e ao remate, não permitem uma reconstituição fidedigna, mas possibilitam uma aproximação histórico-artística de alguma importância. O material utilizado foi a brecha da Arrábida, uma das pedras mais sistematicamente aproveitadas na região. O segmento de fuste é torso e não apresenta qualquer decoração, ao contrário das realizações mais esteticamente cuidadas do reinado de D. Manuel. Quanto à parte remanescente do remate, possuímos uma parcela igualmente torsa, de secção tronco-cónica (MALAFAIA, 1997, p.449), desconhecendo-se se existia capitel ou outra forma de coroamento.
PAF

Bibliografia

Título

Os pelourinhos do Distrito de Setúbal, A Província, Montijo, 12 de Maio de 1955

Local

Montijo

Data

1955

Autor(es)

BONIFÁCIO, Luís

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde

Título

Os Pelourinhos. Elementos para o seu catálogo geral

Local

Lisboa

Data

1938

Autor(es)

CHAVES, Luís

Título

Almada e o Tejo. Itinerários

Local

Almada

Data

1999

Autor(es)

SILVA, Francisco

Título

Almada Antiga e Moderna - roteiro iconográfico, vol I (Freguesia de Almada)

Local

Almada

Data

1985

Autor(es)

FLORES, Alexandre M.

Título

Almada. Das origens à elevação de cidade

Local

Almada

Data

1994

Autor(es)

FLORES, Alexandre M.

Título

Villa e termo de Almada : apontamentos antigos e modernos para a historia do concelho

Local

Lisboa

Data

1896

Autor(es)

VIEIRA JÚNIOR, Duarte Joaquim

Título

Figuras e factos do Concelho de Almada

Local

Almada

Data

1980

Autor(es)

SOARES, Manuel Lourenço