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Edifício do séc. XVIII denominado «Casa Grande», ou dos Almeidas - detalhe

Designação

Designação

Edifício do séc. XVIII denominado «Casa Grande», ou dos Almeidas

Outras Designações / Pesquisas

Casa dos Almeidas / Casa Grande / Casa dos Almeida(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Casa

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Santarém / Sardoal / Sardoal

Endereço / Local

Rua Luís de Camões
Sardoal

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 735/74, DG, I Série, n.º 297, de 21-12-1974 (ver Decreto)
Despacho de homologação de 17-11-1971
Parecer de 5-11-1971 da 4.ª Subsecção da 2.ª Secção da JNE a propor a classificação do imóvel no seu todo como IIP
Propostas de classificação de 12-01-1971 da CM de Sardoal para as várias partes do imóvel divididas por proprietário

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Implantada em pleno centro do Sardoal, junto à Câmara Municipal, a Casa Grande conserva, na sua designação alternativa, a memória da família a quem originalmente terá pertencido- os Almeida. Na verdade, esta ideia não é suportada por nenhuma evidência mais concreta do que a tradição, e a própria denominação do imóvel . Reza o mesmo costume que toda a área fronteira a esta casa lhe pertencia (GONÇALVES, 1992, p. 156). Os dados de que dispomos, na actualidade, não nos permitem confirmar esta questão, mas a verdade é que a localização privilegiada e central da Casa Grande indicia a sua pertença a uma importante e influente família, como o eram os Almeida, Senhores da vila e detentores de importantes cargos ao nível do reino (D. Francisco foi o 1º Vice-Rei da Índia e, também, Comendador do Sardoal).
Da mesma forma, não conhecemos a configuração original do edifício, que foi objecto de alterações significativas no decorrer do século XVIII, quando a família Moura e Mendonça se tornou proprietária (SEQUEIRA, 1949). A sua longa fachada, formada por corpos diferenciados, corrobora a existência de diversas campanhas de obras, a última das quais conferiu ao conjunto as características Setecentistas que hoje conserva.
Num dos extremos do alçado, a capela destaca-se pelo frontão contracurvado flanqueado por urnas, pelo portal de frontão curvo e pela janela do coro. O corpo seguinte da fachada é aberto por um conjunto regular de janelas de sacada, a que correspondem, no piso térreo, alguns vãos. Merecem especial referência as 3 mansardas de cornija curva que se elevam sobre a linha do telhado. O volume central é rematado por frontão triangular, apresentando porta central com janelas laterais no piso térreo. No andar nobre, abrem-se três janelas, com lintéis curvos as laterais e a central com frontão curvo interrompido, todas elas unidas por uma única sacada, abaulada ao centro. Esta tipologia parece fazer avançar a cronologia deste corpo para uma época mais adiantada do século XVIII. Por fim, a última secção, de dimensões inferiores, desenvolve-se, também, em dois pisos, com portas e janelas.
No interior, ganha especial importância a escadaria de ligação ao andar nobre, e a ligação ao coro da capela, cujo tecto da nave exibe as armas de Nossa Senhora do Carmo, a quem é dedicada.
O imóvel, cuja propriedade se encontrava dividida, tem vindo a ser adquirido pela Câmara Municipal para aí instalar a Biblioteca e uma galeria de exposições.
(Rosário Carvalho)

Bibliografia

Título

Inventário Artístico de Portugal - Aveiro, Beja, Coimbra, Évora, Leiria, Portalegre, Porto e Santarém

Local

Lisboa

Data

2000

Autor(es)

SEQUEIRA, Gustavo de Matos

Título

Sardoal, do passado ao presente

Local

Sardoal

Data

1992

Autor(es)

GONÇALVES, Luís Manuel