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Pilares (2) que sustentavam a ponte pênsil - detalhe

Designação

Designação

Pilares (2) que sustentavam a ponte pênsil

Outras Designações / Pesquisas

Pilares que sustentavam a ponte pênsil / Ponte Pênsil sobre o rio Douro(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pilar

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Porto / Porto / Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória

Endereço / Local

Cais na margem direita do rio Douro, imediatamente a jusante da Ponte D. Luís - Cais da Ribeira
Porto

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 28/82, DR, I Série, n.º 47, de 26-02-1982 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Até à afirmação do Liberalismo em terras portuenses, a ligação entre o Porto e Vila Nova de Gaia era assegurada, a par dos vários barcos, jangadas, barcaças e batelões, pela denominada "Ponte das Barcas" ou, melhor, dizendo, por sucessivas "pontes das barcas", a última das quais - e, do ponto de vista estrutural, a mais duradoura - foi inaugurada a 15 de Agosto de 1806, num período assaz complexo da vida política do país. Na verdade, não se tratava, propriamente, de uma ponte, pois a estrutura assim concebida era composta de vinte barcas interligadas por cabos de aço, com a particularidade de se poderem apartar para dar passagem às inúmeras embarcações.
Entretanto, a 7 de Abril de 1837, decretou-se a construção de uma ponte pênsil, por forma a dirimir as dificuldades resultantes das fragilidades inerentes à antiga ponte. Uma instabilidade infelizmente reforçada com o terrível acidente ocorrido na "ponte" em 1809, quando centenas de pessoas pereceram ao fugirem do ataque lançado pelas tropas invasoras francesas, comandadas pelo Marechal Jean de Dieu Soult, Duque da Dalmácia (1769-1851).
A edificação da ponte inseria-se, porém, num plano mais vasto concebido pelo Estado português para lançamento da estrada que deveria a ligar as cidades de Lisboa e do Porto, para cuja concretização contratou a empresa francesa Claranges Lucotte & Cie, de propriedade do Conde Claranges Lucotte.
Exigindo-se a sua concepção com base, entre outras características, no sistema de suspensão em ferro, a obra, com risco do engenheiro Estanislau Bigot, de colaboração com o engenheiro português José Victorino Damásio (1807-1875), decorreu entre Maio de 1841 e 17 de Fevereiro de 1843, tendo a ponte servido o seu propósito até à construção da ponte D. Luís I.
A ponte foi dotada de dois pilares de cantaria granítica, de secção quadrada, adelgaçados na parte superior (conferindo-lhes a forma pela qual são mais conhecidos - "obeliscos"), com dezoito metros de altura, no topo dos quais se erguiam outros pilares finalizados em capitéis dóricos encimados por esferas de cobre, destinados à suspensão (a dez metros acima do nível das águas) do tabuleiro de seis metros de largura e um total de cento e setenta metros de comprimento.
Em 1887, a ponte pênsil foi parcialmente desmontada, tendo subsistido até aos nossos dias apenas os pilares de sustentação da estrutura original.
[AMartins]

Imagens

Bibliografia

Título

Porto, Origens Históricas e Monumentos

Local

Porto

Data

1928

Autor(es)

FERREIRA, José Augusto

Título

Subsídios para a História do Porto

Local

Porto

Data

1986

Autor(es)

DIAS, Pedro

Título

Porto a Património Mundial - Processo de Candidatura da Cidade do Porto à Classificação pela UNESCO como Património Cultural da Humanidade

Local

-

Data

1993

Autor(es)

LOZA, Rui Ramos

Título

Inventário Artístico de Portugal: Cidade do Porto

Local

Lisboa

Data

1995

Autor(es)

QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho

Título

Guia histórico e artistico do Porto

Local

-

Data

1935

Autor(es)

PASSOS, Carlos de