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Ermida de São Sebastião - detalhe

Designação

Designação

Ermida de São Sebastião

Outras Designações / Pesquisas

Ermida de São Sebastião (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Ermida

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Beja / Alvito / Alvito

Endereço / Local

Rossio de São Sebastião
Alvito

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 44 075, DG, I Série, n.º 281, de 5-12-1961 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A ermida tardo-gótica de São Sebastião, situada extra-muros, no Rossio (ou largo) do mesmo nome, foi provavelmente erguida em finais do século XV, ao modo de outras capelas semelhantes dedicadas a santos considerados protectores da peste e de outras epidemias, como é o caso do santo mártir. De resto, sabe-se que um surto de peste assolou o país em 1479-80, tendo como resultado a construção de templos idênticos, que habitualmente se localizam nos limites das áreas urbanas. É o caso das ermidas de São Brás de Évora e Santo André de Beja, a primeira erguida no local de uma antiga gafaria, e a segunda junto a um destes recolhimentos para doentes contagiosos. Com São Sebastião, as três ermidas compartilham ainda a feição de templo fortificado tipicamente alentejano, com sucessão de volumes escalonados, robustos e coroados por merlões, e contrafortes cilíndricos de coruchéus cónicos, num estilo manuelino-mudéjar que foi provavelmente inaugurado no Sul do país pela ermida de Évora, certamente o modelo das restantes.
A igrejinha é de planta simples, rectangular, composta pelo corpo da nave e pela capela-mor, de alturas distintas. Na fachada principal abre-se um portal ogival, arcaizante, encimado por um óculo de reduzida dimensão, sobre o qual, a meio da empena, se levanta a sineira. O corpo da igreja, todo caiado, possui catorze contrafortes cilíndricos, coroados por coruchéus cónicos. A cabeceira é um corpo cúbico mais baixo, onde se rasgam frestas rectangulares. Toda a capela é rematada por platibanda simples, vazada a intervalos, excepto no corpo da capela-mor, encimada por merlões chanfrados.
No interior de nave única, coberta por abóbada de cruzaria de ogivas, tal como na capela-mor, existem frescos do século XVII, mais precisamente datados de 1611, figurando anjos músicos com os seus instrumentos nas abóbadas, e diversos santos pintados nas paredes, em painéis com moldurações de grotescos, sobre um largo rodapé de teor geometrizante, imitando azulejos enxaquetados. Apesar da factura regional, este revestimento fresquista apresenta grande interesse, em parte pela razoável conservação de um largo programa unitário, e em parte pelas citações mais eruditas que evidencia. SML

Imagens

Bibliografia

Título

Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Beja, Vol. XII

Local

Lisboa

Data

1992

Autor(es)

ESPANCA, Túlio

Título

Património Arquitectónico e Arqueológico Classificado, IPPAR, vol. I

Local

Lisboa

Data

1993

Autor(es)

LOPES, Flávio

Título

A arte manuelina na arquitectura de Alvito

Local

Lisboa

Data

1949

Autor(es)

MANIQUE, Luís de Pina

Título

Manuelino. À descoberta da arte do tempo de D. Manuel I

Local

Lisboa

Data

2002

Autor(es)

DIAS, Pedro

Título

Inventário Artístico de Portugal - Aveiro, Beja, Coimbra, Évora, Leiria, Portalegre, Porto e Santarém

Local

Lisboa

Data

2000

Autor(es)

SEQUEIRA, Gustavo de Matos

Título

A arquitectura manuelina

Local

Vila Nova de Gaia

Data

2009

Autor(es)

DIAS, Pedro