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Pelourinho de Mira - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Mira

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Mira (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Coimbra / Mira / Mira

Endereço / Local

Praça da República
Mira

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Mira é vila muito antiga, e povoação conhecida desde o domínio romano da Península. O povoado medieval teve origem na "vila" ainda hoje denominada de Casal de São Tomé, incluída nas terras cuja doação a Zalema (ou Soleima) Godinho, foi confirmada em 1095, pelo conde D. Raimundo. As terras passaram para a posse do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra. Em 1442 o infante D. Pedro tinha o senhorio da localidade, e concedeu-lhe autonomia administrativa e diversos privilégios. D. Manuel deu-lhe foral em 1514, fundando a actual sede de concelho, e dando o seu senhorio a Gonçalo Tavares, primeiro senhor de Mira. Os Tavares mantiveram este senhorio até ao século XVIII, quando a vila passou para a Casa das Rainhas, onde se manteve até 1833. O concelho foi brevemente extinto em 1895, sendo restaurado três anos depois. Durante esse período, esteve anexado ao vizinho concelho de Cantanhede. Teve pelourinho antigo, possivelmente construído na sequência da outorga do foral manuelino, embora nada reste ao mesmo ao presente. Foi destruído em 1947, existindo ao presente apenas um pelourinho moderno, datado de 1993. Alguns autores referem que esta reconstrução aproveita elementos do monumento original, embora estes não sejam identificáveis. O pelourinho classificado era o primitivo, ainda existente à data do Decreto de Classificação, de 11/10/1933.
Sobre uma plataforma circular, com duplo rebordo boleado, levanta-se o conjunto do pelourinho moderno. É constituído por base circular, seguida de largo toro, e de uma peça em forma de gargalo de garrafa, de onde irrompe o fuste, cilíndrico e liso, encimado por remate e grimpa. A coluna é rematada por uma peça cilíndrica, com um diâmetro ligeiramente inferior ao do fuste, entre dois aneletes. Sobre esta peça assenta outra, ainda cilíndrica, que retoma o diâmetro do fuste, com um primeiro troço moldurado, e um segundo, que tem o dobro da altura do primeiro, encimada por uma taça moldurada com bordos denteados. A grimpa é formada por uma espada do tipo cimitarra, ou foice estilizada. Sobre a plataforma existe uma placa, datada da reconstrução, onde se pode ler PELOURINHO RECONSTRUÍDO / E INAUGURADO NAS FESTAS / DE S. TOMÉ 1993 / EM HOMENAGEM AOS / HOMENS DE ONTEM / E DE AMANHÃ. SML

Imagens

Bibliografia

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde