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Castro, situado no monte chamado do Castro ou do Crasto - detalhe

Designação

Designação

Castro, situado no monte chamado do Castro ou do Crasto

Outras Designações / Pesquisas

Castro de Romariz / Castro do monte do Castro / Castro do monte do Crasto / Castro de Romariz / Povoado fortificado de Romariz / Povoado fortificado no monte do Crasto (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Castro

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Aveiro / Santa Maria da Feira / Romariz

Endereço / Local

Monte do Castro (dos Mouros)
Romariz

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 34 452, DG, I Série, n.º 59, de 20-03-1945 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Juntamente com o Castro de Monte Murado, em Vila Nova de Gaia, este é, até ao momento, um dos escassíssimos povoados identificados na região outrora ocupada pelo Túrdulos.
Erguido durante o século VI a.C., o Castro de Romariz, situado na região de Santa Maria da Feira, seria originariamente perfeito de um conjunto de cabanas, no interior das quais existia uma lareira, a única construída com materiais não perecíveis. Com efeito, somente com o advento da romanização se passou a observar a edificação de estruturas perenes, que acabariam por suplantar, em definitivo, a tradição construtiva do Bronze Final que tão longamente caracterizou esta região do actual território português.
A par das estruturas habitacionais, encontrou-se um vasto espólio móvel neste povoado da II Idade do Ferro, que atesta bem os prolongados contactos que a sua população manteve ao longo dos tempos com realidades culturais exógenas, com especial relevo para os derivados do Mediterrâneo Oriental. Dos contactos estabelecidos com estes circuitos, salienta-se um considerável conjunto de materiais cerâmicos, de entre os quais sobressairão algumas ânforas de origem púnica, datáveis do século V a.C., bem como diversas contas de pasta vítrea e um fragmento de cerâmica grega atribuída ao século IV a.C.
Mas, estes foram sempre materiais de excepção num universo clara e compreensivelmente dominado pelos materiais decorrentes de toda uma actividade ancestral de características endógenas. Referimo-nos, em concreto, a um significativo grupo de cerâmicas decoradas com impressões realizadas com matrizes.
Também em relação a este povoado se pondera a provável existência de práticas funerárias levadas a efeito no interior das próprias habitações, posteriormente transpostas para um espaço especialmente seleccionado para o efeito no âmbito do recinto familiar, de características, naturalmente, mais abrangentes. No caso específico do Castro de Romariz, esta religiosidade manifestada ao nível do culto doméstico parece adquirir alguma consistência com a presença de mesas, as quais, na opinião de certos autores, teriam finalidades sacrificiais e litúrgicas, possivelmente conduzidas pelo paterfamilias, enquanto repositório vivo das ancestrais tradições que conferiam a indispensável coesão interna e emocional à comunidade à qual pertencia e servia.
[AMartins]

Imagens

Bibliografia

Título

A cultura Castreja no Noroeste Português

Local

Paços de Ferreira

Data

1986

Autor(es)

SILVA, A. C. F. da

Título

Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Aveiro

Local

Lisboa

Data

1959

Autor(es)

GONCALVES, António Nogueira

Título

Primeirra campanha de escavações arqueológicas no Castro de Romariz, Humanidades

Local

-

Data

1980

Autor(es)

CENTENO, Rui Manuel Sobral

Título

A Minha Terra - breves apontamentos sobre Romariz

Local

Porto

Data

1940

Autor(es)

SANTOS, Manuel Fernandes

Título

Arte Monumental Portuguesa

Local

Porto

Data

1975

Autor(es)

AZEVEDO, Correia de