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Conjunto da Praça da Viscondessa dos Olivais - detalhe

Designação

Designação

Conjunto da Praça da Viscondessa dos Olivais

Outras Designações / Pesquisas

Praça da Viscondessa dos Olivais / Rossio dos Olivais(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Núcleo Urbano

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Lisboa / Olivais

Endereço / Local

Praça da Viscondessa dos Olivais, Olivais Velho
Lisboa

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 8/83, DR, I Série, n.º 19, de 24-01-1983 (ver Decreto)
Edital N.º 172/81 de 9-11-1981 da CM de Lisboa
Despacho de homologação de 16-03-1981 do Secretário de Estado da Cultura
Parecer de 10-03-1981 da Comissão "ad hoc" do IPPC a propor a classificação como IIP
Proposta de classificação de 10-09-1980 do IPPC

ZEP

Portaria n.º 516/96, DR, I Série-B, n.º 224, de 26-09-1996 (sem restrições) (ver Portaria)
Despacho de homologação de 6-07-1983
Parecer de 21-06-193 da Assessoria Técnica do IPPC a propor a aprovação da ZEP
Despacho de homologação de 16-03-1981 do Secretário de Estado da Cultura
Parecer de 10-03-1981 da Comissão "ad hoc" do IPPC a propor o estudo de uma ZEP que englobasse os edifícios da Rua Alves Gouveia

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Criada em 1397 por D. João Anes, arcebispo de Lisboa, em terras situadas, então, no termo da capital, a freguesia dos Olivais compreendia à época pequenos aglomerados urbanos, espalhados por uma vasta área, que ia desde o Grilo, a sul, até Sacavém, a norte, incluindo Marvila e Cabo Ruivo. A extensão da freguesia só viria a ser alterada em meados do século XVIII, com a criação da freguesia do Beato.
A igreja paroquial dos Olivais terá sido edificada no início da centúria seguinte, e a malha do conjunto urbano que hoje é conhecida como Olivais Velho começou a definir-se no século XVI, com a construção de casas em redor da matriz.
A partir do século XVII, a nobreza lisboeta começou a construir as suas quintas de recreio em terras da freguesia dos Olivais, que até então estavam maioritariamente inseridas nos domínios de comunidades religiosas. Foi também na centúria de Seiscentos que se instalou na freguesia uma comunidade de frades arrábidos, que aí fundou o Convento de S. Cornélio, do qual não restam quaisquer vestígios.
O violento terramoto de 1755 destruiu a igreja paroquial, prontamente reconstruída. Foi nesta época que se delineou o Rossio - que mais tarde seria nomeado Praça Viscondessa dos Olivais - no antigo campo da feira, situado na zona posterior da igreja matriz, abrindo-se também os primeiros arruamentos, como a Calçadinha dos Olivais, a Rua Nova ou a Rua das Casas Novas.
Delimitando a praça, dispõem-se várias casas de dois pisos, edificadas na sua maioria na segunda metade do século XIX. Algumas destas habitações foram mandadas construir pelo industrial Francisco Alves Gouveia, dono da fábrica de estamparias, à época sediada na Rua das Casas Novas, para albergar os seus funcionários.
No conjunto urbano destaca-se a Casa Viscondessa dos Olivais, situada num dos topos da praça, um edifício de dimensões consideráveis, com quatro portões no piso térreo e nove janelas de sacada com varandins de ferro no piso superior. Este edifício, datado de 1866, foi adquirido por D. Maria Rosa da Veiga Araújo, Viscondessa dos Olivais, que aí fundou em 1896 um asilo para crianças pobres. Actualmente, funciona no local uma creche e jardim de infância, pertencentes à Fundação D. Pedro IV.
O centro da praça, delineado por um rectângulo calcetado, com árvores, foi sendo aproveitado, ao longo dos tempos, para as actividades recreativas do bairro. Em 1896, foi erigido um coreto em ferro fundido, assente sobre uma base de tijolo, onde a Sociedade Filarmónica União e Capricho Olivalense, criada em 1886, realizava concertos. O coreto foi sendo restaurado por inúmeras vezes ao longo do século XX. Junto a este, foi erguido em 1891 pela Câmara Municipal de Lisboa um chafariz de tanque circular, com guarda de ferro e coluna central, também em ferro, com duas torneiras.
Catarina Oliveira
DIDA / IGESPAR, I.P./ 16 de Novembro de 2007

Imagens

Bibliografia

Título

Pelas freguesias de Lisboa. Lisboa Oriental

Local

Lisboa

Data

1993

Autor(es)

CONSIGLIERI, Carlos; RIBEIRO, Filomena; VARGAS, José Manuel; ABEL, Marília

Título

Monumentos e edifícios notáveis do distrito de Lisboa, vol. V (5º tomo)

Local

Lisboa

Data

2007

Autor(es)

ATAÍDE, M. Maia, MECO, José, SOARES, Maria Micaela

Título

Lisboa. Freguesia de Santa Maria dos Olivais

Local

Lisboa

Data

1993

Autor(es)

DIAS, Francisco Silva, DIAS, Tiago Silva

Título

A antiga freguesia dos Olivais

Local

Lisboa

Data

1969

Autor(es)

DELGADO, Ralph

Título

Olivais (Sítio de), Dicionário da História de Lisboa

Local

Lisboa

Data

1994

Autor(es)

JORGE, Maria Júlia