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Edificações da Rua de Cedofeita e topo norte da Praça de Carlos Alberto - detalhe

Designação

Designação

Edificações da Rua de Cedofeita e topo norte da Praça de Carlos Alberto

Outras Designações / Pesquisas

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Conjunto

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Porto / Porto / Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória

Endereço / Local

Praça Carlos Alberto
Porto

Número de Polícia: 39 a 71(topo norte)

Rua de Cedofeita
Porto

Número de Polícia: 1 a 615 (lado esquerdo) e 2 a 692 (lado direito)

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 45/93, DR, I Série-B, n.º 280, de 30-11-1993 (ver Decreto)

ZEP

Portaria n.º 559/2011, DR, 2.ª Série, n.º 100, de 24-05-2011 (sem restrições) (ver Portaria)
Despacho de homologação de 30-09-2009 do Secretário de Estado da Cultura
Parecer favorável de 10-07-2009 do Conselho Consultivo do IGESPAR,I.P.
Proposta de 19-03-2009 da DRC do Norte

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A zona que corresponde à freguesia de Cedofeita, afastada da muralha fernandina, acolheu, desde tempos muito remotos, a igreja de São Martinho, cuja fundação se pensa remontar à época sueva (século VI). O templo românico que hoje conhecemos foi edificado no século XIII. Estes elementos testemunham a vivência de Cedofeita desde épocas recuadas, muito embora o seu afastamento tenha levado a que, no século XVI, os cónegos da Colegiada pedissem ao Bispo para mudar de local (CMP).
Na realidade, a abertura da Rua de Cedofeita aconteceu, apenas, na segunda metade do século XVIII, integrando-se no movimento mais vasto de renovação urbana. A nomeação de João de Almada e Melo como Governador das Armas, e a constituição da Junta das Obras Públicas, em 1762, vieram obrigar a cidade a repensar a questão urbanística, e a responder, de forma eficaz ao desenvolvimento que então se fazia sentir (REAL, 1993, p. 53). Nesta medida, o novo plano tinha como objectivo relacionar a zona portuária com a alta da cidade, através da "regularização e criação de eixos de escoamento, bem como a sua articulação transversal" (REAL; TAVARES, 1993, p. 70). Entre as vias mais importantes encontrava-se a Rua de Cedofeita, então denominada Rua da Estrada.
A sua urbanização foi rápida, tal como o indicam os níveis de crescimento das freguesias periféricas, no caso de Cedofeita 25% superior ao da freguesia de Vitória, no interior das muralhas (IDEM). Embora ainda não estivesse concluída no final do século XVIII, a denominada "planta redonda de Black", publicada em Londres em 1813, mostra a rua na extensão que hoje conhecemos, até à rua da Boavista, com a marcação da implantação de edifícios em ambos os lados, e com a actual Praça Carlos Alberto. Assim, a grande maioria das edificações remonta ao final do século XVIII e inícios do seguinte.
Os edifícios que constituem a Rua de Cedofeita, na sua grande maioria estreitos e compridos, deixam antever alguma homogeneidade arquitectónica, apesar das diferenças de altura, que variam entre construções de dois e quatro pisos. Todavia, boa parte exibe varandas de sacada, cantarias na definição dos vãos e pilastras, cimalhas de granito ou com balaústres de pedra e cerâmica, e azulejos na fachada, estes já do século XIX ou XX, inserindo-se na tendência de revestimentos de fachadas, então em voga. Alguns dos imóveis foram também edificados na centúria de Oitocentos, de gosto ecléctico. Ao nível térreo, quase todos são formados por montras de lojas que, em muitos casos, alteraram a sua configuração original.
Na impossibilidade de caracterizar cada um dos prédios em questão, optamos por destacar alguns dos que foram considerados de maior interesse, quer por questões históricas quer por factores arquitectónicos. Assim, e de acordo com o Inquérito efectuado à Rua de Cedofeita (Processo de Classificação, IPPAR/DRP), o prédio n.º 395 ganha especial interesse por se acreditar ter acolhido D. Pedro durante o cerco do Porto; o nº 548 pelos interiores do século XIX; os n.ºs 154-162 por serem considerados os mais antigos; os n.ºs 124-128 com montra recuada e recentemente revalorizado; o n.º 159, onde viveu Joaquim de Vasconcelos e D. Carolina Michaelis.
Na Praça Carlos Alberto, recentemente requalificada e devolvida ao seu traçado original (inaugurada em 2003), conservam-se os pisos térreos sem alterações significativas, com vestíbulos em azulejaria, madeira e escadas. Destaca-se, no entanto, o edifício do topo Norte, com fachada longa, aberta por vãos simétricos e bem ritmados em ambos os pisos, e um torreão no canto. Ao centro, o espaço ajardinado integra a escultura de homenagem aos Mortos da Grande Guerra, executada por Henrique Moreira e inaugurada em 1928.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Bases para a compreensão do desenvolvimento urbanístico do Porto, Porto a Património Mundial, pp.61-82

Local

Porto

Data

1993

Autor(es)

TAVARES, Rui, REAL, Manuel Luís

Título

Elementos sobre o valor histórico e patrimonial da área proposta, Porto a Património Mundial, pp.48-58

Local

Porto

Data

1993

Autor(es)

REAL, Manuel Luís

Título

Edificações na Rua de Cedofeita e topo norte da Praça de Carlos Alberto, Processo de Classificação, IPPAR/DRP

Local

-

Data

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Autor(es)

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