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Pelourinho do Cartaxo - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho do Cartaxo

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho do Cartaxo (fragmentos no chafariz da Vila) / Pelourinho do Cartaxo (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Santarém / Cartaxo / Cartaxo e Vale da Pinta

Endereço / Local

Rua de São Sebastião (chafariz da vila)
Cartaxo

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Não se sabe, ao certo, quando terá sido construído o pelourinho de Cartaxo. A localidade recebeu foral de D. Dinis, a 21 de Março de 1312 (confirmado por D. João II em 1487) e de D. Manuel I, a 4 de Novembro de 1496. Presume-se que tenha sido a partir desta última data que se edificou o pelourinho, embora os elementos que restem do monumento não permitam qualquer conclusão de índole estilística, nem tão pouco uma reconstituição virtual da sua primitiva configuração.
O que resta dessa obra limita-se a pequenas parcelas do fuste, já seccionadas em tambores horizontais para se adaptarem às novas funções de enchimento de aparelho e de bicas num tanque público. A base (ou parte dela) também parece conservar-se, reparoveitada como apoio de vazilha para água (DGEMN, on-line, 1995).
Em 1889, segundo inscrição comemorativa, os elementos remanescentes do pelourinho foram incorporados na construção do fontanário municipal da vila, obra de carácter mediano, embora de alguma monumentalidade, localizada na Rua de São Sebastião. Este fontanário integra-se num vocabulário estilístico conotrado com o Romantismo, uma vez que o seu espaldar é rematado por ameias neo-góticas. Trata-se, em todo o caso, de uma realização que pretendeu transmitir à população a ideia de um certo progresso autárquico, como se induz pela monumentalidade conferida ao conjunto. Com efeito, o fontanário localiza-se no topo de uma alameda ajardinada, urbanisticamente definida nesse século, e é composto por dois níveis diferenciados: a uma cota mais baixa localiza-se o tanque, de secção semicircular e alimentado por bicas circulares que reaproveitam partes do fuste do pelourinho; o segundo andar é recuado em relação ao anterior, com longa grelha metálica de separação, e é definido por estrutura harmónica de espaldares, o central saliente e com inscrição comemorativa da construção.
PAF

Bibliografia

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde