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Forte de Santa Marta (restos) - detalhe

Designação

Designação

Forte de Santa Marta (restos)

Outras Designações / Pesquisas

Forte de Santa Marta / Farol e Museu de Santa Marta(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Militar / Forte

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Cascais / Cascais e Estoril

Endereço / Local

Ponta de Santa Marta ou de Salmodo
Cascais

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 95/78, DR, I Série, n.º 210, de 12-09-1978 (classificou o Forte de Santa Marta (restos)) (ver Decreto)
Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977 (classificou o Forte de Santa Marta) (ver Decreto)
Edital de 7-05-1974 da CM de Cascais
Despacho de homologação de 9-04-1974 do Secretário de Estado da Instrução e Cultura
Parecer de 5-04-1074 da 4.ª Subsecção da 2.ª Secção da JNE a propor a classificação como IIP do Forte de Santa Marta (o que dele resta)

ZEP

Portaria n.º 283/2014, DR, 2.ª série, n.º 82, de 29-04-2014 (sem restrições) (ZEP da Cidadela de Cascais, incluindo a Fortaleza de Nossa Senhora da Luz e a Torre Fortificada de Cascais, do Forte de Santa Marta (restos), do Palácio dos Condes de Castro Guimarães (...), Marégrafo de Cascais e da Casa de Santa Maria, incluindo o jardim (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 24-02-2014 do diretor-geral da DGPC
Anúncio n.º 340/2013, DR, 2.ª série, n.º 211, de 31-10-2013 (ver Anúncio)
Despacho de 7-03-2012 do diretor-geral da DGPC a determinar a audiência dos interessados sobre a fixação conjunta de uma só ZEP
Despacho de concordância de 10-10-2011 do diretor do IGESPAR, I.P.
Parecer de 10-10-2011 da SPAA do CNC a propor que sejam fixadas cinco ZEP, uma para cada imóvel, todas coincidentes
Proposta de 24-05-2011 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para a ZEP conjunta da Casa de Santa Maria, incluindo o jardim, do Palácio dos Condes de Castro Guimarães, do Forte de Santa Marta, da Cidadela de Cascais, incluindo a Fortaleza de Nossa Senhora da Luz e a Torre Fortificada de Cascais e do Marégrafo de Cascais

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Edificado junto à Ribeira dos Mochos, o Forte de Santa Marta foi provavelmente "(...) edificado ainda na década de 40 do século XVII, sob a égide de D. Luís de Meneses, governador da praça de Cascais". A data da sua edificação deverá, no entanto, ser mais tardia do que a das restantes fortalezas que se distribuem pela costa de Cascais, uma vez que não é referida na Relação dos Fortes de Cascais , feita em 1646 (BARROS, BOIÇA, RAMALHO, 2001, p. 151).
Adaptando-se à topologia do terreno circundante, esta fortaleza era composta por três corpos rectangulares de diferentes áreas, justapostos, destacando-se o espaço da bateria de grandes dimensões, construída com a intencionalidade de "(...) impedir a aproximação de armadas inimigas à zona da baía." (Idem, ibidem, p. 152). A esta estava adossado o parapeito.
Na segunda metade do século XVIII a fortaleza foi objecto de várias campanhas de obras, sendo as mais significativas a de 1762-1763, durante a qual se ampliou o parapeito, e a de 1793, na qual foi levado a cabo um conjunto de intervenções mais profundas, nomeadamente uma nova organização funcional dos espaços da bateria e dos aquartelamentos.
Em 1864, depois de ter sido desactivado das suas funções militares, foi determinado que se construísse no local um farol, ficando a obra a cargo do arquitecto Francisco Pereira da Silva, que traçou "(...) uma torre de oito metros, quadrangular, que viria a erguer-se no topo este da bateria." (Idem, ibidem, p. 154). Concluído em 1867, o Farol de Santa Marta passou a sinalizar esta zona da costa de Cascais, cruzando com o Farol de Nossa Senhora da Guia.
Ao longo do século XX, o forte e farol de Santa Marta foi entrando em progressiva degradação, pelo que a edilidade local se propôs a recuperar e revitalizar o espaço.
Em 2006 a Câmara Municipal de Cascais e o Estado Maior da Armada Portuguesa, em parceria, deram início às obras de recuperação da estrutura do forte. Com projecto elaborado pelos arquitectos Francisco Aires Mateus e Manuel Aires Mateus, esta requalificação permitiu a adaptação da fortaleza a espaço de cultura e lazer, mantendo as funções de sinalização costeira.
Actualmente, o Farol-Museu de Santa Marta alberga um espaço museológico inédito no país, dedicado à história, património e tecnologia dos faróis portugueses, com programa da responsabilidade de Joaquim Boiça.
Catarina Oliveira
DIDA/IGESPAR, I.P./ 14 de Novembro de 2007

Imagens

Bibliografia

Título

As fortificações marítimas da costa de Cascais

Local

Lisboa

Data

2001

Autor(es)

RAMALHO, Maria Margarida Marques, BARROS, Maria de Fátima Rombouts, BOIÇA, Joaquim Manuel Ferreira