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Conjunto de todos os espigueiros de Soajo - detalhe

Designação

Designação

Conjunto de todos os espigueiros de Soajo

Outras Designações / Pesquisas

Conjunto dos Espigueiros do Soajo(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Conjunto

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viana do Castelo / Arcos de Valdevez / Soajo

Endereço / Local

-- -
Soajo

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 8/83, DR, I Série, n.º 19, de 24-01-1983 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Inserida numa das zonas de maior beleza natural do actual território português, a Vila de Soajo destaca-se das demais pela organização social e económica que caracterizou sempre as suas gentes, estruturada em torno do princípio comunitário, tão particular das comunidades rurais, das quais fazia, em todo o caso, o pastoreio e a própria transumância, a ele inerente. Prolongava-se, deste modo, uma forma de estar que se perde no tempo, assim como a própria caça, com a qual se celebrizaram os seus habitantes, conhecidos, também por isso, como "monteiros".
Uma particularidade que se materializou noutros aspectos do quotidiano populacional, a exemplo do pelourinho erguido na praça principal, cujos elementos compósitos são interpretados por alguns autores como símbolos de uma forte tradição local de autonomia administrativa e política fortemente ancorada no seu mais remoto passado.
É, no entanto, já fora da Vila, propriamente dita, que a vertente comunitária assume maior visibilidade.
Falamos, é claro, dos espigueiros, expressão máxima da vida colectiva da região.
Localizados no topo de um volumoso afloramento granítico, os vinte e quatro espigueiros de Soajo de tipo galaico-minhoto rodeiam a eira comum.
Erguidos na matéria-prima, por excelência, da região - o granito -, os espigueiros tipificam-se de igual modo pelo corpo baixo e alongado que apresentam, variando, porém, na forma dos esteios da cobertura, das mesas e das padieiras, substituindo, muito provavelmente, os primitivos canastros, hoje desaparecidos, e que seriam construídos em verga, como o próprio nome indicará.
Um dos elementos mais interessantes residirá, contudo, no facto destas estruturas ostentarem vestígios de sugestiva sacralização, como no caso das cruzes presentes no topo, sobre peanhas, provavelmente destinadas a invocar protecção divina sobre os produtos neles contidos e que tão vitais se revelam ao normal desenvolvimento da vida das populações.
Datáveis dos séculos XVIII e XIX, numa altura em que Soajo chegou a ser concelho, os espigueiros conheceram maior actividade ao tempo do investimento na cultura do milho, assim resguardado, quer das intempéries, quer dos animais, afastados também pela presença dos telhados de duas águas e dos pilares de sustentação. E foi ainda a pensar na preservação do cereal que as paredes dos espigueiros foram fendidas verticalmente, de modo a permitir a circulação de ar por entre as espigas empilhadas, sendo a sua maioria ainda utilizada nos nossos dias para armazenamento e secagem do milho.
[AMartins]

Imagens

Bibliografia

Título

Tesouros Artísticos de Portugal

Local

Lisboa

Data

1976

Autor(es)

ALMEIDA, José António Ferreira de

Título

Guia de Portugal, v.4, t. II : Entre Douro e Minho, Minho

Local

Lisboa

Data

1996

Autor(es)

DIONÍSIO, Sant'Ana