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Pelourinho de Ponte de Lima - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Ponte de Lima

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Ponte de Lima (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viana do Castelo / Ponte de Lima / Arca e Ponte de Lima

Endereço / Local

Praça da República
Ponte de Lima

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O conselho de Ponte de Lima é um dos mais antigos no território nacional, tendo recebido o primeiro foral em 1125, antes mesmo da formação de Portugal. A via romana que aí atravessava o Rio Lima, ligando Portucale e a Galiza, determinou a importância estratégia do local e o seu rápido repovoamento cristão. As terras da Ponte, integradas no Condado Portucalense, cujo governo fora entregue pelo rei de Leão a Henrique da Borgonha, faziam então parte de um sistema de administração militar baseado em tenências, correspondendo à circunscrição de Riba de Lima. No seguimento da estratégia de independência em relação à monarquia galega, à qual o condado estava unido por laços de vassalagem, iniciada pelo próprio Conde D. Henrique e continuada por sua mulher D. Teresa, várias localidades da região recebem carta de foral na mesma altura. No documento referente a Ponte de Lima, esta é designada como "lugar de Ponte", sendo o topónimo completo utilizado pela primeira vez nas Inquirições de 1258. Na carta de D. Teresa é também mencionada a feira local, a mais antiga que se conhece no país, determinando desde a alta Idade Média a importância da actividade mercantil e comercial para a prosperidade da região.
O foral de 1125 é posteriormente confirmado, primeiro por D. Afonso II, em 1212, e depois por D. Afonso IV (1326), pela infanta D. Branca (1332), e por D. Afonso V (1449). Por fim, Ponte de Lima recebe Foral Novo de D. Manuel, em 1511, na mesma altura em que se levavam a cabo obras de melhoramento em toda a vila, ordenadas pelo monarca. Na sequência do novo foral ter-se-à erguido um pelourinho, do qual ainda restam alguns elementos, embora apenas parcialmente utilizados na reconstrução actual, datada já do século XX. O pelourinho manuelino terá substituído uma "picota" mais antiga, anterior pelo menos a 1444, quando assim é designada em carta de D. Afonso V. Foi levantado extramuros, em pleno areal do rio Lima, o mesmo onde se desenrolava a feira, e diante da Porta do Postigo e da Torre de São Paulo, sofrendo frequentemente os efeitos das cheias periódicas que chegavam a atingir esta última. O primeiro restauro documentado do pelourinho quinhentista é de 1755, devendo-se ao derrube do monumento, novamente em consequência da subidas das águas, no ano anterior. Em 1818, foram acrescentadas no topo do fuste as armas do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve. Em 1857, em consequência das obras de alargamento do Passeio de D. Fernando, fronteiro ao rio, o Senado da Câmara encontra nova localização para o pelourinho, e este é apeado para se remontar na Praça da Rainha. No entanto, neste processo dispersam-se boa parte dos seus elementos. As pedras do soco e da base do fuste foram imediatamente empregues nas obras do passeio, enquanto outras peças viriam a ser reutilizadas ao longo do século: o Escudo Régio foi colocado, depois de 1863, na fonte de S. João, uma parte do capitel foi colocada em 1884 no Claustro do Asilo de D. Maria Pia, e o fuste serviu, em 1877, para sustentar o travejamento de uma taberna ainda no Passeio de D. Fernando. A esfera armilar perdeu-se, depois de ter estado arrumada no pátio interior do edifício da Câmara.
A reconstrução actual, que data de 1935, foi feita para o Jardim da Praça da República, diante do Tribunal, e aí colocada durante as Festas do Concelho. De acordo com a notícia da cerimónia, este pelourinho aproveitava apenas as armas de D. João VI, sendo novos todos os outros elementos. Levanta-se presentemente em frente aos Paços do Conselho, sendo constituído por uma plataforma de três degraus circulares, sobre a qual assenta a base, cilíndrica e lisa, e o fuste, liso e de secção circular, adelgaçando em direcção ao topo. O capitel é ainda um cilindro esguio e de faces lisas, onde se destaca o escudo citado, encimado por coroa imperial ao modo de dossel. O conjunto é rematado por quatro volutas ao alto, com uma haste sustentando esfera armilar e Cruz da Ordem de Cristo, vazada. SML

Imagens

Bibliografia

Título

Roteiro da Ribeira Lima

Local

Porto

Data

1959

Autor(es)

AURORA, Conde de

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde

Título

Anais Municipais de Ponte de Lima

Local

Ponte de Lima

Data

1977

Autor(es)

LEMOS, Miguel Roque dos Reis, REIS, António Matos

Título

Pelourinhos do distrito de Viana do Castelo

Local

Viseu

Data

2001

Autor(es)

SOUSA, Júlio Rocha e